Proximidades (2)
SETÚBAL
Tal como o Ruy Ventura, também eu ganho sempre qualquer coisa quando vou a Setúbal. Nem que seja só algum momento passado num dos recantos aprazíveis que a capital do nosso distrito tem para oferecer. Alguém aí me saberá dizer o nome daquele esplêndido largo aldeão, com uma árvore de grande porte e sombras deleitosas, que dá para a avenida Todi por um velho arco?
Claro que me dói ver o estado a que chegou o Convento de Jesus – quando terá início a recuperação desta jóia do nosso património monumental? Quando é que o Museu de Setúbal, umbilicalmente ligado ao convento, poderá mostrar, de uma forma condigna, as suas magníficas colecções? Por ora, e sempre que calha, vou espreitar a provisória galeria de pintura, que, entre alguns dos melhores primitivos portugueses e raras tábuas flamengas (vê-se Quentin de Metsys e uma pequena obra atribuída a Brueghel), alberga um notável acervo de arte antiga.
Mas há também as livrarias, e eu confesso-vos que não sei de muitas terras portuguesas que as tenham tão apetecíveis. Refiro-me, em especial, a duas destas casas da minha perdição. Uma é a CULSETE, que fica ali logo a seguir ao convento, já bem perto do Parque do Bonfim, e tem por gerente essa figura admirável que é Manuel Medeiros, um livreiro à antiga, uma pessoa encantadora e um exímio conversador. Além das novidades, a CULSETE apresenta a vantagem inestimável de dispor de muitos fundos de catálogo…
A outra livraria é a UNIVERSO, situa-se na Rua do Concelho, algures nas imediações do edifício da Câmara Municipal, e é propriedade do escritor João Raposo Nunes, homem afável e (tal como o Sr. Medeiros) de grande cultura, que é também livreiro alfarrabista. Foi numa das paredes desta última casa que o Ruy descobriu, há alguns dias, um poema, seguramente inédito, de um outro Ruy, não o tremendo Belo, mas o grande Cinatti. Aqui vos deixo, tal como na primeira linha, um atalho que vai dar à “Estrada do Alicerce”. Façam o favor de usar o rato…
E. T. – Escusado será dizer que ontem também fui vitoriano. A confissão não é nada original, mas aqui fica. Para que conste…
Claro que me dói ver o estado a que chegou o Convento de Jesus – quando terá início a recuperação desta jóia do nosso património monumental? Quando é que o Museu de Setúbal, umbilicalmente ligado ao convento, poderá mostrar, de uma forma condigna, as suas magníficas colecções? Por ora, e sempre que calha, vou espreitar a provisória galeria de pintura, que, entre alguns dos melhores primitivos portugueses e raras tábuas flamengas (vê-se Quentin de Metsys e uma pequena obra atribuída a Brueghel), alberga um notável acervo de arte antiga.
Mas há também as livrarias, e eu confesso-vos que não sei de muitas terras portuguesas que as tenham tão apetecíveis. Refiro-me, em especial, a duas destas casas da minha perdição. Uma é a CULSETE, que fica ali logo a seguir ao convento, já bem perto do Parque do Bonfim, e tem por gerente essa figura admirável que é Manuel Medeiros, um livreiro à antiga, uma pessoa encantadora e um exímio conversador. Além das novidades, a CULSETE apresenta a vantagem inestimável de dispor de muitos fundos de catálogo…
A outra livraria é a UNIVERSO, situa-se na Rua do Concelho, algures nas imediações do edifício da Câmara Municipal, e é propriedade do escritor João Raposo Nunes, homem afável e (tal como o Sr. Medeiros) de grande cultura, que é também livreiro alfarrabista. Foi numa das paredes desta última casa que o Ruy descobriu, há alguns dias, um poema, seguramente inédito, de um outro Ruy, não o tremendo Belo, mas o grande Cinatti. Aqui vos deixo, tal como na primeira linha, um atalho que vai dar à “Estrada do Alicerce”. Façam o favor de usar o rato…
E. T. – Escusado será dizer que ontem também fui vitoriano. A confissão não é nada original, mas aqui fica. Para que conste…

5 Comentários:
Sim, tanto quanto me recordo, é na verdade um plátano. E o plátano é a "minha" árvore...
Julgo tratar-se do Largo Dr. Francisco Soveral. O velho arco que dá para a Avenida é uma das antigas portas na muralha da cidade, que dava directamente para a praia, o que explica o antigo nome de Largo da Ribeira Velha, que é ainda o que mais se usa para identificar aquele espaço.
Com a sua forma irregular, é bastante mais acolhedor do que qualquer moderna praça desenhada a esquadro, constituindo um testemunho vivo - mas cada vez mais raro - de que o racionalismo cartesiano não chega para criar a cidade habitável.
Um dos grandes mistérios desta nossa época é que, apesar de tanto espaço público contruído na base de um planeamento cuidado, legislação bem intencionada e competência profissional, quando queremos passear ou conviver com a família e amigos, preferimos os antigos bairros de ruelas estreitas e tortuosas e as vilas que foram sendo construídas casa a casa.
Agradeço a informação, João. E quanto ao resto, estou inteiramente de acordo.
E que tal se substituir o Y por I em Todi.É que Tody é um pó de chocolate para o leite. Luisa Todi meus caros! A "jornalista" da CMS está a fazer escola..
Agradeço a chamada de atenção. Fica registado e corrigido o erro, de que me penitencio.
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