Acontece (bela palavra, não é?)
Hoje, às 9h21, na caixa de comentários da entrada “Possessos”, que aqui publiquei no sábado passado, houve um anónimo que me tratou por tu. Mas deve conhecer-me muito mal. Não recebo ordens de ninguém para escrever o que escrevo, muito menos de qualquer Comissão Política. Aliás, estou-me nas tintas para o que a dita Comissão Política possa pensar ou dizer, fazer ou querer. Digo-lho aqui e digo-lho assim, em público e em nome próprio, para ir dizer a quem quiser. Está contente?
Eu compreendo que este princípio básico de liberdade individual lhe faça alguma confusão, e que procure julgar-me com uma medida que, pelos vistos, tão bem parece conhecer. Será do uso?
Seja como for, isso não tira nem põe nada à discussão que nos deixou “Possessos”.
Acontece (bela palavra, não é?) que aqui nunca insinuámos que não havia actividades culturais da Câmara. Convenhamos que isso é uma tremenda injustiça. Pelo contrário, temos falado abundantemente de várias dessas actividades, ditas culturais, e abertamente temos dito o que pensamos delas. Acontece (bela palavra, não é?) é que essas actividades são muitas vezes criticáveis sob diversos pontos de vista, sem que as nossas críticas tenham sido rebatidas de uma forma consistente. Acontece... (bela palavra, não é?)
Entre as actividades de que aqui falámos, lembro-me, ao acaso, do concurso escolar do Dia das Mentiras (a propósito, entregaram o prémio?); dos foguetórios sobre a baía (quanto custaram os últimos dois?); do "happening" no jardim, em pleno Dia Internacional da Mulher; do “karaoke” pimba na Noite do Arrepio, no Castelo; da saga dos Mil Rostos; dessa fabulosa narrativa juvenil que, salvo erro, dá pelo título de "Os Aventureiros e o Mapa Secreto", rende o devido preito de homenagem a algumas figuras gradas da terra e até transforma o cemitério do Castelo num motivo de deleite para os turistas; e da relação que possa haver entre a asneira “perpétua” e os “capatazes”.
Claro que esta última ideia, de pôr "jazz" a tocar na Capela, vai muito para além da Taprobana… (Será que a Senhora da Misericórdia aprecia Chet Baker? Ou gostará mais de Miles Davis? E o São Sebastião, mesmo manco como está, irá dar um pé de dança?). Mal comparado, é assim a modos como que os Iron Maiden a tocar junto à Custódia de Belém, ou os Deep Purple ao vivo na sala dos Painéis de São Vicente. Não deixa de ser original...
Com tudo isto, confesso, não tivemos tempo para falar nesse momento musical barroco que, se não salva a honra do convento, ao menos não belisca a da Capela. Vá lá, leve a medalha. Acontece (bela palavra, não é?) que também não tínhamos qualquer obrigação de o fazer.
Aqui, meu caro senhor, por muito que isso lhe custe, mandamos nós. Nem manda o meu amigo, nem os seus superiores, nem qualquer concelhia ou distrital, nem o primeiro-ministro. Acontece... (bela palavra, não é?)
Eu compreendo que este princípio básico de liberdade individual lhe faça alguma confusão, e que procure julgar-me com uma medida que, pelos vistos, tão bem parece conhecer. Será do uso?
Seja como for, isso não tira nem põe nada à discussão que nos deixou “Possessos”.
Acontece (bela palavra, não é?) que aqui nunca insinuámos que não havia actividades culturais da Câmara. Convenhamos que isso é uma tremenda injustiça. Pelo contrário, temos falado abundantemente de várias dessas actividades, ditas culturais, e abertamente temos dito o que pensamos delas. Acontece (bela palavra, não é?) é que essas actividades são muitas vezes criticáveis sob diversos pontos de vista, sem que as nossas críticas tenham sido rebatidas de uma forma consistente. Acontece... (bela palavra, não é?)
Entre as actividades de que aqui falámos, lembro-me, ao acaso, do concurso escolar do Dia das Mentiras (a propósito, entregaram o prémio?); dos foguetórios sobre a baía (quanto custaram os últimos dois?); do "happening" no jardim, em pleno Dia Internacional da Mulher; do “karaoke” pimba na Noite do Arrepio, no Castelo; da saga dos Mil Rostos; dessa fabulosa narrativa juvenil que, salvo erro, dá pelo título de "Os Aventureiros e o Mapa Secreto", rende o devido preito de homenagem a algumas figuras gradas da terra e até transforma o cemitério do Castelo num motivo de deleite para os turistas; e da relação que possa haver entre a asneira “perpétua” e os “capatazes”.
Claro que esta última ideia, de pôr "jazz" a tocar na Capela, vai muito para além da Taprobana… (Será que a Senhora da Misericórdia aprecia Chet Baker? Ou gostará mais de Miles Davis? E o São Sebastião, mesmo manco como está, irá dar um pé de dança?). Mal comparado, é assim a modos como que os Iron Maiden a tocar junto à Custódia de Belém, ou os Deep Purple ao vivo na sala dos Painéis de São Vicente. Não deixa de ser original...
Com tudo isto, confesso, não tivemos tempo para falar nesse momento musical barroco que, se não salva a honra do convento, ao menos não belisca a da Capela. Vá lá, leve a medalha. Acontece (bela palavra, não é?) que também não tínhamos qualquer obrigação de o fazer.
Aqui, meu caro senhor, por muito que isso lhe custe, mandamos nós. Nem manda o meu amigo, nem os seus superiores, nem qualquer concelhia ou distrital, nem o primeiro-ministro. Acontece... (bela palavra, não é?)

10 Comentários:
acontece...
Falta de educação. mas neste concelho já deveriamos estar habituad@s.é pena é que as pessoas bem-educadas são mt poucas ou raras. como o outro anónimo disse acontece que o sr pedro deveria estar habituado as faltas de educação visto que reside neste concelho.Começo a ter pena de Sesimbra. o tipico sesimbrense bem educado se está a perder. Acontece...
Se me permite a opinião, no melhor pano cai a nódoa e o Pedro acabou de se sujar todo.
Também acho que este blog tem objectivos pouco honestos e transparentes. Em relação à Capela está a comportar-se como uma espécie de juiz da Santa Inquisição. Aliás, este blog parece ter como objectivo lançar à fogueira pessoas que cometeram a "heresia" de ganharem democraticamente as últimas eleições municipais e de trabalharem em prol deste concelho com ideias e dinâmicas diferentes das do anterior executivo.
O Pedro tem formação académica superior, é inteligente e escreve bem mas isso não o salva de ser uma pessoa má... mal intencionada, e retorcida.
Na listagem de eventos que publica neste comentário, mais uma vez, só refere o que lhe convém (embora discutível), e omite muitos outros eventos de assinalável êxito e interesse cultural.
Por outro lado, entrando noutras áreas da vida municipal (sim, este blog afinal não é só "cultural"...), só agora — durante estes meses de gestão CDU — é que descobriu a existência de problemas no concelho que, sejamos honestos, já vêm do tempo da gestão PS da CMS, e que nunca foram resolvidos por eles em 8 anos. Qual foi o contributo do Pedro, na altura assessor do ex-presidente Amadeu Penim, para os resolver?
Pedro, a Santa Inquiição também se excedeu... aconteceu, não pode voltar a acontecer.
Será que educação e política são incompatíveis?
Pelo menos ACONTECE com demasiada frequência!!!
anónimo de 1:01 deves ser acessor e tachista da camara!!! como o bom pexito diz vai dar banho há sardinha!! é pena é que estamos fartos de tachistas do PS e da CDU!com os ordenados que voçes fazem e o trabalho que não fazem e deveriam fazer. tenho pena que mandem este pobre concelho a baixo de cão e que atirem areia para os olhos.
Anónimo das 1:01,
Em relação à Capela, tenho uma opinião. É apenas a minha. A sua é diferente. É normal, é legítimo, é saudável.
Quanto a pretender relacionar-me com a Santa Inquisição, não deixa de ter a sua piada. Há quem saiba porquê. Procure informar-se.
Afirma que eu sou uma pessoa má, mal intencionada e retorcida. Está no seu direito. Eu seria mau juiz em causa própria.
Pela minha parte, posso fazer críticas quanto a factos, mas não formulo semelhantes juízos morais sobre ninguém. Daqui a acender uma fogueira poderia distar um passo.
Este blogue não é só cultural. Não sei quem lhe disse isso. Não fomos nós. Dê-se ao trabalho de ver as nossas primeiras entradas. Está lá tudo explicado.
Quanto aos problemas do concelho, podemos fazê-los remontar aos últimos 8 anos, aos últimos 30, ou a D. Afonso Henriques. É tudo uma questão de pontos de vista.
Como mero colaborador da CMS, nos últimos anos, fiz o melhor que pude e soube naquilo que me foi solicitado. Se bem, se mal... Voltaria a ser mau juiz em causa própria.
Qunato ao resto, eu tenho as minhas opiniões e assino. O anónimo é um anónimo. E isso vale aquilo que vale.
Pela minha parte, dou a conversa por encerrada.
Os aprendizes de políticos cá da terra, há 32 anos a afundá-la, ainda têm a lata de vir discutir em público o muito pouco que não fizeram. Só se ouvem auto-elogios e mais ninguém, Pexitos ou turistas, diz uma palavra abonatória sobre esta terra. Será porque conhecem outras localidades e podem, naturalmente, fazer comparações?
Camaradas da esquerda, digam lá, o que os faz corr€r?
senhor farol do cabo. não se esqueça que os interesses da maioria dos politicos de Esquerda ou de Direita é os tais €uros. como tambem deve ser do seu interesse os tais €uros?! mas há diferenças os €uros ganhos honestamente e com trabalho! e os €uros ganhos desonestamente(vindo de Tachos na Câmara por exemplo) não sei se deve ser o seu caso ou se já foi o seu caso? não sou da Direita. e partidos da Esquerda n é só o PS ou a CDU.
Não percebo como é que uma pessoa como o anónimo da uma e um, que parece estar muito por dentro da mecânica camarária e dos problemas do concelho ataca o Pedro Martins e não tem coragem de assinar.
Eu não conheço o Pedro Martins pessoalmente e ele até pode ter muitos defeitos. Mas vejo que ele expõe as suas opiniões e assina aquilo que escreve. Pode ter muitos defeitos, mas não é cobarde.
Não conheço Pedro Martins de lado nenhum. Leio o que escreve neste blog.
Nem sempre estou de acordo com as suas opiniões. Não simpatizo particularmente com a sua escrita quando recorre a “rodriguinhos” de que não sou apreciador.
Outras vezes aprecio o que escreve e como escreve.
É normal. Claro que é normal.
Compreendo que o anónimo da 01.01 diga o que diz. Está de serviço. É pago para escrever o que escreve.
Aqui reside a diferença, que não é pequena. Pedro escreve o que quer, quando quer, como quer. O anónimo da 1.01 escreve o que lhe pedem para escrever, o que lhe pagam para escrever, como foi treinado para escrever.
Suspeito que Pedro Martins continuará a escrever enquanto entender mas que o anónimo da 01.01 ficará mudo quando o mandarem calar ou quando lhe deixarem de pagar.
Bons, isto são apenas suposições.
Enviar um comentário
<< Home