A Arrábida vista por Torga e Pascoaes
Arrábida, 27 de Março – Quando a serra e o mar se juntam, não há nada a fazer nem a dizer. Com fragas e ondas, a vida fica tão perfeita, que seria uma estupidez intervir. (1949)
Miguel Torga
Diário, IV
Miguel Torga
Diário, IV
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A Arrábida é o Horeb da Saudade, o monte sagrado onde ela aparece, a vez primeira, encarnada no seu divino ser. Esparsa em névoa melancólica e amorosa em Bernardim, Luís de Camões dá-lhe o sentido cósmico e profundo que em Frei Agostinho da Cruz se diviniza. A névoa antiga condensou-se no espectro camoniano da Natura, para amanhecer, em perfeita aurora espiritual, sobre os ermos místicos da Arrábida.
A Arrábida é o Horeb da Saudade, o monte sagrado onde ela aparece, a vez primeira, encarnada no seu divino ser. Esparsa em névoa melancólica e amorosa em Bernardim, Luís de Camões dá-lhe o sentido cósmico e profundo que em Frei Agostinho da Cruz se diviniza. A névoa antiga condensou-se no espectro camoniano da Natura, para amanhecer, em perfeita aurora espiritual, sobre os ermos místicos da Arrábida.
A criatura elevou-se, enfim, ao Criador. Da Lembrança material em que o Universo se modela, saltou a luz da Esperança que o redime. A Esperança é Deus, como a Lembrança é o homem e todas as cousas…
Teixeira de Pascoaes
Os Poetas Lusíadas
Teixeira de Pascoaes
Os Poetas Lusíadas

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