Instantâneos (4)
O CICLISTA
O homem que pedala, que ped’alma
com o passado a tiracolo,
ao ar vivaz abre as narinas:
tem o porvir na pedaleira.
Alexandre O’Neill
O homem que pedala, que ped’alma
com o passado a tiracolo,
ao ar vivaz abre as narinas:
tem o porvir na pedaleira.
Alexandre O’Neill

2 Comentários:
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill (também lindíssimo!)
Urban@
Cara Urbana,
Mas que extraordinário e arrebatador poema do Alexandre (magno) O'Neil!
Fico-lhe grato por o partilhar connosco.
Saudações bloguísticas
Enviar um comentário
<< Home