domingo, fevereiro 05, 2006

Instantâneos (4)

O CICLISTA

O homem que pedala, que ped’alma
com o passado a tiracolo,
ao ar vivaz abre as narinas:
tem o porvir na pedaleira.

Alexandre O’Neill

2 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill (também lindíssimo!)

Urban@

11:53 a.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Cara Urbana,

Mas que extraordinário e arrebatador poema do Alexandre (magno) O'Neil!

Fico-lhe grato por o partilhar connosco.

Saudações bloguísticas

6:37 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home