Sem sentido
Ainda e sempre nesse território mártir rodoviário que passou a ser o lado nascente da vila de Sesimbra, a senhora Câmara procedeu a nova alteração na circulação do trânsito.
Segundo consta, a mudança é temporária e resulta da obra em curso na Rua da República. Assim, durante os próximos dias, quem chegar ao Largo do Município – para onde todos os caminhos parecem agora confluir –, em vez de cortar para a velha Rua Direita, tem de descer a Rua Jorge Nunes, rumo a Bombaldes.
Como quem circula de automóvel nas ruas da vila já por certo desenvolveu, nas últimas semanas, uma paciência quase oriental, estamos em crer que o novo desvio não aquenta nem arrefenta. Mas, dados os antecedentes verificados, nem seria de estranhar que a coisa, por mor de uma súbita inspiração, passasse de provisória a definitiva (na medida, cada vez menor, em que, entre nós, o pode ser uma alteração ao trânsito).
Talvez então nos pudessem explicar mais detidamente o que faz um sinal vertical D2c de duplo sentido obrigatório possível (para a direita ou para a esquerda) na intercepção do Largo de Bombaldes com a Avenida 25 de Abril, atento o sentido de marcha que atrás se mencionou. Tendo em conta que, se seguir em frente, o automobilista apenas depara com o muro da marginal e, um pouco mais adiante, a notável praia de Sesimbra, não se lobriga a utilidade de tão impositiva convenção. Ou será que com esta se pretende acabar, de uma vez por todas, com a infame prática banhista de estacionar o carro ao lado do chapéu-de-sol?
Pior mesmo, só a insólita girândola em que, para quem (vindo de Argeis) chega à vila, se transformou, por ora, a rotunda criada nas imediações das ruas da Cruz e dos Mareantes…
Segundo consta, a mudança é temporária e resulta da obra em curso na Rua da República. Assim, durante os próximos dias, quem chegar ao Largo do Município – para onde todos os caminhos parecem agora confluir –, em vez de cortar para a velha Rua Direita, tem de descer a Rua Jorge Nunes, rumo a Bombaldes.
Como quem circula de automóvel nas ruas da vila já por certo desenvolveu, nas últimas semanas, uma paciência quase oriental, estamos em crer que o novo desvio não aquenta nem arrefenta. Mas, dados os antecedentes verificados, nem seria de estranhar que a coisa, por mor de uma súbita inspiração, passasse de provisória a definitiva (na medida, cada vez menor, em que, entre nós, o pode ser uma alteração ao trânsito).
Talvez então nos pudessem explicar mais detidamente o que faz um sinal vertical D2c de duplo sentido obrigatório possível (para a direita ou para a esquerda) na intercepção do Largo de Bombaldes com a Avenida 25 de Abril, atento o sentido de marcha que atrás se mencionou. Tendo em conta que, se seguir em frente, o automobilista apenas depara com o muro da marginal e, um pouco mais adiante, a notável praia de Sesimbra, não se lobriga a utilidade de tão impositiva convenção. Ou será que com esta se pretende acabar, de uma vez por todas, com a infame prática banhista de estacionar o carro ao lado do chapéu-de-sol?
Pior mesmo, só a insólita girândola em que, para quem (vindo de Argeis) chega à vila, se transformou, por ora, a rotunda criada nas imediações das ruas da Cruz e dos Mareantes…

5 Comentários:
Concordo plenamente. Até parece que a nova gestão sesimbrense deseja afastar os cidadãos, que não moram na vila, de Sesimbra. É preciso amar muito quanto podemos ganhar numa visitar à "baixa sesimbrense" para aturar estas mudanças de trânsito sem grande sentido.
Sósse, ui comunas fizeram um contrate com as ofícinas - para alenhamentes de direcção.
**** que os pariu.
Sóssinho
Sóssinho,
O "Sesimbra e Ventos" é um espaço de liberdade, que naturalmente contempla uma vertente crítica.
No entanto, não podemos deixar de lamentar o tom em que certas críticas são feitas, e até, por vezes, o teor das mesmas.
Aqui não há salamaleques nem se usa paninhos quentes, e diz-se o que se tem para dizer, com maior ou menor mordacidade. Mas sempre com aquele mínimo de correcção de que não prescindimos, e com a frontalidade que é própria de quem assina com o seu nome próprio.
Temos esta por boa doutrina. Para que conste. Para todos os efeitos...
Concordo em parte com a análise/crítica feita à politica? de trânsito utilizada pela Câmara Municipal , quero no entanto realçar que de facto sinais de mais que um sentido obrigatório existem noutras artérias da vila ( frente ao Isaías por ex.)assim como sinais de sentido proibido com excepção a moradores como estava na rotunda de Santana , dá ideia que promoveram alguem na CMS que não estava familiarizado com as regras de transito ou se calhar sem carta de condução sequer , pois desviar transito de uma estrada nacional para uma via alternativa obrigando os automobilistas a dar uma volta maior fazendo mais cinco!!! curvas construidas sem relevés , a serem utilizadas sem iluminação apropriada nem rails , reflectores ou outros tipos de protecção .
Enquanto na maior parte das localidades se retira o transito automóvel das zonas históricas , cá faz-se o inverso , o que dá vontade de perguntar : O que faz correr esta gente ? Onde estavam quando foi distribuida a inteligência ? Sabendo como sabemos que o poder politico tudo tem feito para expulsar os indígenas da vila para o campo , agora é legitimo pensar que com a quantidade de transito circulante durante o dia nas artérias da vila estão a pensar acabar também com os nossos velhos que têm que se deslocar ao SAP , às famácias , aos CTT ,ao mercado ,etc.É que da maneira que as coisas estão em que cada um vive para si sem se preocupar com o semelhante , sem respeitar os idosos (que vivem num ritmo diferente de nós) se não forem aqueles que se propuseram a gerir o erário público e a defender os interesses de Sesimbra ( sesimbrenses incluidos ?) a troco de não pouco dinheiro e mordomias de excepção quem o fará ?
Safa esta maxuxa e despois estende as talas .
Começo por agradecer ao Cliente Miúdo a forma dessassombrada como comentou o que aqui escrevi. Foi uma demonstração perfeita de que se pode ser crítico mantendo, no essencial, a correcção, e aliando até o bom humor à capacidade de indignação. O Cliente Miúdo é gente graúda. Bem haja, pois!
Haverá realmente muito a fazer em Sesimbra, no trânsito e não só. E quanto à circulação rodoviária, o Cliente Miúdo já pôs o dedo nalgumas feridas...
Vai para alguns anos, houve por aí gente, de certo muito bem intencionada, que se pôs a repensar Sesimbra. Agora, talvez pudessem (re)começar por aqui... Que será feito deles?
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