Admirável mundo novo
Na linguagem técnica que, a propósito das coisas da cultura, gira oficialmente nos areópagos, emprega-se agora, por sistema, a expressão “património imaterial” por oposição a “património material”.O critério adoptado parece ser o do suporte. As lendas, as danças e a literatura popular (que é de feição oral), por exemplo, não teriam uma base material, ao contrário das igrejas, das esculturas, das pinturas e dos romances.
Percebe-se aonde quiseram chegar. Tendencialmente será assim. Mas esta distinção, fruto de uma obsessão coisificante, oferece graves inconvenientes. Esquece (elimina? subalterniza?) o espiritual e, assim, ofusca a essência de todo o verdadeiro património cultural.
Por um lado, o património tido por imaterial não pode, muitas vezes, por razões de salvaguarda, conhecimento ou difusão, prescindir razoavelmente de um registo ou de uma fixação.
Por outro, falar de património material soa de modo redutor, pois, numa primeira impressão, poderemos ser levados a pensar que do outro lado é que está o património espiritual.
Ora o património dito material é tão ou mais espiritual que o tido por imaterial.
Pessoalmente, não consigo deixar de sorrir quando oiço dizer que os Jerónimos são parte significativa do nosso património material…

7 Comentários:
A mim o que faz confusão é usar-se a figura do pai quando se fala de bens herdados (património) e quando se trata do passo decisivo que é o casamento, o relevo seja dado á mãe (matrimónio).
Não entendo.
Também não me impressiona o facto de o homem ir à Lua, nem a Internet, nem o ADN, nada dessas coisas.
O que me dá conta do bestunto é não compreender como é que eles metiam as bolas nos pirolitos...
Andam a ler o António Telmo!
Alfredo
Pelos vistos - ou será pelos lidos? - já somos dois!
No autocarro seguem o Alfredo, a noiva e a futura sogra.
Como não havia lugar para todos, as senhoras ficaram sentadas, là à frente, e o Alfredo de pé, na retaguarda.
Quando o cobrador chegou junto das senhoras, a mãe, empertigada, ia para pagar os bilhetes. Disse-lhe então o cobrador :-Não é preciso, minha senhora, o Alfredo já tirou os três.
Logo, uma voz lá atrás : Ah, grande Alfredo!!
Oh almocreve chato então e pôr as pêras dentro do licor? Horas, levava eu de volta do fundo à procura da fita cola... Agora mais contemporaneo, são os lagartos no licor chinês!
desculpem-me a "u" sou eu a urban@, mas escapou-me o rato...
É largar-lhe o gato, senhora!
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