Schumann, 150 anos depois (8)
TARDE DE MÚSICASó Schumann, meu Amor! Serenidade…
Não assustes os sonhos… Ah!, não varras
As quimeras… Amor, senão esbarras
Na minha vaga imaterialidade…
Liszt, agora o brilhante; o piano arde…
Beijos alados… ecos de fanfarras…
Pétalas dos teus dedos feitos garras…
Como cai em pó de oiro o ar da tarde!
Eu olhava para ti… «é lindo! Ideal!»
Gemeram nossas vozes confundidas.
- Havia rosas cor-de-rosa aos molhos –
Falavas de Liszt e eu… da musical
Harmonia das pálpebras descidas,
Do ritmo dos teus cílios sobre os olhos…
Florbela Espanca

2 Comentários:
Grande pesquisa... até a amorável Florbela surge nesta festa da música, e porque não da poesia?...
É muito curioso constatar que os poetas portugueses entram frequentemente em diálogo com a música dita "clássica" ou "erudita". Schumann é só uma das pontas do icebergue...
Talvez esta seja uma pista a explorar um pouco mais para diante, ao longo deste Verão, aliando a música à poesia e à pintura...
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