quinta-feira, agosto 24, 2006

Notas de viagem: Paris (2)


Orsay

Tempo! Tudo aquilo que sempre me falta neste museu…

6 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Também tenho o mesmo problema!
Orsay deve estar assombrado pelas almas penadas dos comboios e dos horários...

E os empréstimos de obras, de vez em quando, pregam-nos cada partida!!!

9:32 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Empréstimos de obras?????

9:56 a.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Bon jour, monsieur!

No Orsay, o tempo é insidioso. Não se dá por ele senão quando topamos com estes grandes relógios, que são lindíssimos.

Desta vez, não tive razão de queixa quanto a empréstimos. Estava lá o essencial.
Para mais, abriram algumas novas salas e as exposições temporárias em cartaz são magníficas. A que junta Rodin e Carrière proporcionou-me uma grande descoberta, não tanto pelo lado do escultor, como pelo do pintor, que visivelmente muito influenciou (tal como o Puvis de Chavannes) o nosso António Carneiro. Ao ver os quadros de Carrière, logo relembrava páginas de Teixeira de Pascoaes. É exactamente a mesma estética, na busca do vago e do indefinido. Algures na exposição podia ler-se que Rodin pintava em mármore e Carrière esculpia em sombra. E verdadeiramente é assim.

Pode ter a ver com a profecia, de André Malraux, de que o século XXI ou será religioso ou não será: ou muito me engano, ou o Simbolismo está a ser redescoberto, reapreciado e devidamente valorizado. E isso deixa-me feliz.

10:07 a.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Anónimo das 9:56,

O Impaciente referia-se a empréstimos de obras de arte, prática frequente entre museus e que, por vezes, pode desfalcar as respectivas exposições permanentes. O Museu de Orsay, talvez por guardar a maior colecção de arte impressionista do mundo, é particularmente solicitado e, honra lhe seja feita, procede com alguma generosidade.

10:31 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Talvez esses empréstimos sejam ,também, para Gabinetes de Ministros e Secretários de Estado, que, infelizmente, e à semelhança de Portugal, limitam a exposição e consequente divulgação das obras. É que estes gabinetes têm uma assiduidade escassa e repetitiva...

12:31 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Caro anónimo das 9:56 AM e das 12:31 PM

Desconheço se existem "empréstimos" de obras de arte da exposição permanente do Museu d'Orsay, ou de outros museus franceses, para Ministérios mas, até posso aceitar que tal procedimento exista, para divulgação das obras, em recepções e outros eventos.
Porém, nas últimas vezes que tive a sorte de poder passar por Orsay, procurava um Monet que se encontrava... no Japão e, da outra vez, outro Monet que, por acaso, andava em digressão pelos EUA!!!
Culpa minha de gostar demasiado da obra de Monet, que, solicitada pelos quatro cantos do mundo, não pára quieta!!!
Certamente faltariam outras obras à exposição permanente mas, como não sou um especialista, não dei por isso...

10:58 p.m.  

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