sexta-feira, agosto 25, 2006

Notas de viagem: Paris (3)

Orangerie

Nenúfares. Monet.

3 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Para quem pintou estes frescos quase cego...
Podemos dizer que Monet pintava de olhos fechados!!!

12:16 p.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Pura questão de génio, caro Impaciente. Monet aqui quase cego, e antes Beethoven surdo de todo, a compor os seus fabulosos quatro últimos quartetos.

A propósito: Victor Hugo escreveu e Manuela Parreira da Silva traduziu assim para a nossa língua:

A UM POETA CEGO

Obrigado, poeta! - aos meus lares piedosos, / Como um hóspede divino, chegas e te desvelas; / E a auréola de ouro dos teus versos luminosos / Brilha ao redor de mim como um círculo de estrelas. //

Canta! Milton cantava; canta! Homero cantou. / O poeta a triste bruma dos sentidos penetra. / Na sombra vê um mundo de luz aquele que cegou. / Se o olhar do corpo se apaga, o da alma desperta.

Paris, Maio de 1842

12:19 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Obrigado pelo poema (que desconhecia!).
Embora a pintura possa ser poética e a poesia pictural - lembro-me dos excelentes quadros de Cesário Verde - creio que estamos de acordo: a visão interior é que produz génios!

10:50 a.m.  

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