Pura questão de génio, caro Impaciente. Monet aqui quase cego, e antes Beethoven surdo de todo, a compor os seus fabulosos quatro últimos quartetos.
A propósito: Victor Hugo escreveu e Manuela Parreira da Silva traduziu assim para a nossa língua:
A UM POETA CEGO
Obrigado, poeta! - aos meus lares piedosos, / Como um hóspede divino, chegas e te desvelas; / E a auréola de ouro dos teus versos luminosos / Brilha ao redor de mim como um círculo de estrelas. //
Canta! Milton cantava; canta! Homero cantou. / O poeta a triste bruma dos sentidos penetra. / Na sombra vê um mundo de luz aquele que cegou. / Se o olhar do corpo se apaga, o da alma desperta.
Obrigado pelo poema (que desconhecia!). Embora a pintura possa ser poética e a poesia pictural - lembro-me dos excelentes quadros de Cesário Verde - creio que estamos de acordo: a visão interior é que produz génios!
3 Comentários:
Para quem pintou estes frescos quase cego...
Podemos dizer que Monet pintava de olhos fechados!!!
Pura questão de génio, caro Impaciente. Monet aqui quase cego, e antes Beethoven surdo de todo, a compor os seus fabulosos quatro últimos quartetos.
A propósito: Victor Hugo escreveu e Manuela Parreira da Silva traduziu assim para a nossa língua:
A UM POETA CEGO
Obrigado, poeta! - aos meus lares piedosos, / Como um hóspede divino, chegas e te desvelas; / E a auréola de ouro dos teus versos luminosos / Brilha ao redor de mim como um círculo de estrelas. //
Canta! Milton cantava; canta! Homero cantou. / O poeta a triste bruma dos sentidos penetra. / Na sombra vê um mundo de luz aquele que cegou. / Se o olhar do corpo se apaga, o da alma desperta.
Paris, Maio de 1842
Obrigado pelo poema (que desconhecia!).
Embora a pintura possa ser poética e a poesia pictural - lembro-me dos excelentes quadros de Cesário Verde - creio que estamos de acordo: a visão interior é que produz génios!
Enviar um comentário
<< Home