SIMPLESMENTE INTOLERÁVEL!
Há já alguns meses, um grupo de munícipes, no qual se incluem os signatários, decidiu organizar um colóquio sobre a vida e a obra do Professor Agostinho da Silva.
Pretendíamos, com a iniciativa, homenagear este grande vulto da cultura portuguesa (tão profundamente ligado ao concelho de Sesimbra) no ano do seu centenário.
Nesse sentido, contactámos a Biblioteca Municipal de Sesimbra, propondo-lhe que se associasse à organização do evento, conferindo-lhe suporte institucional, por se tratar, por natureza, do organismo cultural do concelho vocacionado para acolher um evento deste género.
A ideia foi muito bem recebida, tendo ficado assente que o colóquio integraria a programação do mês de Setembro da Biblioteca Municipal, por ocasião das comemorações do primeiro aniversário do seu novo edifício.
O grupo de munícipes a que os signatários pertencem começou, então, a delinear a estrutura e o programa do colóquio e a escolher os oradores participantes. Entre os convidados, que irão estar presentes em Sesimbra no próximo dia 30 de Setembro, contam-se figuras notáveis do panorama cultural português tais como Paulo Alexandre Esteves Borges, Joaquim Domingues, Manuel Ferreira Patrício, Nicolau Saião, António Cândido Franco, Pedro Sinde, Jorge Preto e António Telmo.
Tudo isto foi tornado possível quase sem encargos para a edilidade. Bastará ter presente que nenhum dos organizadores ou dos oradores será remunerado pelo seu contributo ou pela sua participação.
No final do passado mês de Julho, o programa do colóquio foi ultimado e entregue às pessoas responsáveis pela Biblioteca Municipal de Sesimbra, acompanhado de alguns textos destinados à sua divulgação. A Biblioteca Municipal vinha já desenvolvendo – e continuou a desenvolver – as demais acções de natureza organizativa, logística e promocional do evento, tendo ficado decidido que os nomes dos membros do grupo organizador não apareceriam, enquanto tal, em qualquer material de divulgação do colóquio e que a organização deste seria formal e institucionalmente assumida pela Câmara Municipal de Sesimbra (CMS), através do seu Pelouro das Bibliotecas Municipais.
Tendo agora tomado conhecimento do número de Setembro da agenda de acontecimentos “Sesimbr’Acontece”, da CMS, os signatários, com estupefacção, verificaram que:
a) – O evento integra o programa da Recepção à Comunidade Educativa, da responsabilidade da Vice-Presidente da CMS, Dr.ª Felícia Costa;
b) – O evento surge, a páginas 13 da dita publicação, como sendo organizado pela Associação Agostinho da Silva, com o apoio da CMS.
Naturalmente, indagámos junto da Vereadora do Pelouro das Bibliotecas Municipais, Dr.ª Guilhermina Ruivo, as razões do sucedido.
Pudemos apurar que a inclusão do colóquio no programa da Recepção à Comunidade Educativa foi decidida, unilateralmente, pelo correspondente pelouro, sem qualquer prévia solicitação ou comunicação ao Pelouro das Bibliotecas Municipais.
Quanto à atribuição da organização do colóquio à Associação Agostinho da Silva, e em face das informações de que dispomos, teremos forçosamente de concluir que se trata de pura invenção, cujo motivo, ou cuja motivação, desconhecemos. Devemos acrescentar que temos a maior consideração pela Associação Agostinho da Silva, e que o seu Presidente, e Presidente da Comissão do Centenário, Professor Doutor Paulo Borges, a nosso convite, aceitou participar, como orador, no colóquio.
Dispensamo-nos de tecer quaisquer comentários à atitude do pelouro que promove a Recepção à Comunidade Educativa para com a Vereadora do Pelouro das Bibliotecas Municipais. Os leitores poderão formar os seus próprios juízos.
Não podemos, porém, evitar constatar que tal atitude impossibilitou a Vereadora Dr.ª Guilhermina Ruivo de nos dar qualquer satisfação quanto à pretendida – e unilateralmente decidida – inclusão do colóquio no programa da Recepção. Naturalmente, não lhe dirigimos por isso qualquer juízo de censura.
Porque não são hipócritas, dois de nós – os que pertencem à equipa do blogue “Sesimbra e Ventos” – têm de dizer que muito dificilmente colaborariam pessoal, voluntária e directamente com a Dr.ª Felícia Costa em qualquer iniciativa que esta entendesse promover, uma vez que são críticos frontais das suas políticas. O facto é público e notório. E nós estamos no nosso direito. Mas, se tal nos fosse solicitado pela Dr.ª Guilhermina Ruivo, de modo algum nos oporíamos a que o evento – formalmente organizado por um pelouro da edilidade – pudesse ser integrado num programa de outro pelouro. Gostamos, aliás, de saber que o nosso trabalho é reconhecido e apreciado, seja por quem for.
Obviamente, teremos de lamentar o sucedido do ponto de vista dos oradores convidados, que supunham apenas vir participar num colóquio sobre Agostinho da Silva e se vêem integrados formalmente, mas manu militari, numa recepção à comunidade educativa. Alguns deles aceitaram participar no colóquio a título gratuito por razões que só a amizade explica. Teremos agora nós de lhes explicar o sucedido, que, convenhamos, é de uma extrema deselegância e em nada abona o nome desta terra. Mas que fique claro que teremos muito gosto numa presença expressiva da comunidade educativa neste colóquio. Aliás, todos nós já demos ou continuamos a dar aulas.
Nós, os signatários, lamentamos profundamente o sucedido, que além de em muito contrariar a essência do pensamento e o exemplo da acção do Professor Agostinho da Silva, em nada dignifica esta acção destinada a engrandecer a sua memória. Ficamos, por isso, a aguardar um pedido de desculpas, ou ao menos uma explicação, por parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Arquitecto Augusto Pólvora. Caso nada surja, lançaremos mão dos meios necessários ao cabal esclarecimento de uma situação que consideramos simplesmente intolerável.
Roque Brás de Oliveira
Pedro Martins
Ruy Ventura
Pretendíamos, com a iniciativa, homenagear este grande vulto da cultura portuguesa (tão profundamente ligado ao concelho de Sesimbra) no ano do seu centenário.
Nesse sentido, contactámos a Biblioteca Municipal de Sesimbra, propondo-lhe que se associasse à organização do evento, conferindo-lhe suporte institucional, por se tratar, por natureza, do organismo cultural do concelho vocacionado para acolher um evento deste género.
A ideia foi muito bem recebida, tendo ficado assente que o colóquio integraria a programação do mês de Setembro da Biblioteca Municipal, por ocasião das comemorações do primeiro aniversário do seu novo edifício.
O grupo de munícipes a que os signatários pertencem começou, então, a delinear a estrutura e o programa do colóquio e a escolher os oradores participantes. Entre os convidados, que irão estar presentes em Sesimbra no próximo dia 30 de Setembro, contam-se figuras notáveis do panorama cultural português tais como Paulo Alexandre Esteves Borges, Joaquim Domingues, Manuel Ferreira Patrício, Nicolau Saião, António Cândido Franco, Pedro Sinde, Jorge Preto e António Telmo.
Tudo isto foi tornado possível quase sem encargos para a edilidade. Bastará ter presente que nenhum dos organizadores ou dos oradores será remunerado pelo seu contributo ou pela sua participação.
No final do passado mês de Julho, o programa do colóquio foi ultimado e entregue às pessoas responsáveis pela Biblioteca Municipal de Sesimbra, acompanhado de alguns textos destinados à sua divulgação. A Biblioteca Municipal vinha já desenvolvendo – e continuou a desenvolver – as demais acções de natureza organizativa, logística e promocional do evento, tendo ficado decidido que os nomes dos membros do grupo organizador não apareceriam, enquanto tal, em qualquer material de divulgação do colóquio e que a organização deste seria formal e institucionalmente assumida pela Câmara Municipal de Sesimbra (CMS), através do seu Pelouro das Bibliotecas Municipais.
Tendo agora tomado conhecimento do número de Setembro da agenda de acontecimentos “Sesimbr’Acontece”, da CMS, os signatários, com estupefacção, verificaram que:
a) – O evento integra o programa da Recepção à Comunidade Educativa, da responsabilidade da Vice-Presidente da CMS, Dr.ª Felícia Costa;
b) – O evento surge, a páginas 13 da dita publicação, como sendo organizado pela Associação Agostinho da Silva, com o apoio da CMS.
Naturalmente, indagámos junto da Vereadora do Pelouro das Bibliotecas Municipais, Dr.ª Guilhermina Ruivo, as razões do sucedido.
Pudemos apurar que a inclusão do colóquio no programa da Recepção à Comunidade Educativa foi decidida, unilateralmente, pelo correspondente pelouro, sem qualquer prévia solicitação ou comunicação ao Pelouro das Bibliotecas Municipais.
Quanto à atribuição da organização do colóquio à Associação Agostinho da Silva, e em face das informações de que dispomos, teremos forçosamente de concluir que se trata de pura invenção, cujo motivo, ou cuja motivação, desconhecemos. Devemos acrescentar que temos a maior consideração pela Associação Agostinho da Silva, e que o seu Presidente, e Presidente da Comissão do Centenário, Professor Doutor Paulo Borges, a nosso convite, aceitou participar, como orador, no colóquio.
Dispensamo-nos de tecer quaisquer comentários à atitude do pelouro que promove a Recepção à Comunidade Educativa para com a Vereadora do Pelouro das Bibliotecas Municipais. Os leitores poderão formar os seus próprios juízos.
Não podemos, porém, evitar constatar que tal atitude impossibilitou a Vereadora Dr.ª Guilhermina Ruivo de nos dar qualquer satisfação quanto à pretendida – e unilateralmente decidida – inclusão do colóquio no programa da Recepção. Naturalmente, não lhe dirigimos por isso qualquer juízo de censura.
Porque não são hipócritas, dois de nós – os que pertencem à equipa do blogue “Sesimbra e Ventos” – têm de dizer que muito dificilmente colaborariam pessoal, voluntária e directamente com a Dr.ª Felícia Costa em qualquer iniciativa que esta entendesse promover, uma vez que são críticos frontais das suas políticas. O facto é público e notório. E nós estamos no nosso direito. Mas, se tal nos fosse solicitado pela Dr.ª Guilhermina Ruivo, de modo algum nos oporíamos a que o evento – formalmente organizado por um pelouro da edilidade – pudesse ser integrado num programa de outro pelouro. Gostamos, aliás, de saber que o nosso trabalho é reconhecido e apreciado, seja por quem for.
Obviamente, teremos de lamentar o sucedido do ponto de vista dos oradores convidados, que supunham apenas vir participar num colóquio sobre Agostinho da Silva e se vêem integrados formalmente, mas manu militari, numa recepção à comunidade educativa. Alguns deles aceitaram participar no colóquio a título gratuito por razões que só a amizade explica. Teremos agora nós de lhes explicar o sucedido, que, convenhamos, é de uma extrema deselegância e em nada abona o nome desta terra. Mas que fique claro que teremos muito gosto numa presença expressiva da comunidade educativa neste colóquio. Aliás, todos nós já demos ou continuamos a dar aulas.
Nós, os signatários, lamentamos profundamente o sucedido, que além de em muito contrariar a essência do pensamento e o exemplo da acção do Professor Agostinho da Silva, em nada dignifica esta acção destinada a engrandecer a sua memória. Ficamos, por isso, a aguardar um pedido de desculpas, ou ao menos uma explicação, por parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Arquitecto Augusto Pólvora. Caso nada surja, lançaremos mão dos meios necessários ao cabal esclarecimento de uma situação que consideramos simplesmente intolerável.
Roque Brás de Oliveira
Pedro Martins
Ruy Ventura

9 Comentários:
é caso para dizer viva a Santa Felícia (a santa dos podres da Câmara) E se o senhor arq(ou presidente) não efectuar o tal pedido de desculpas é caso de começar a espingardar com a comissão dos comunas. haver se ele tambem se vai embora como foi em Setubal com o ainda actual (até dia 7) presidente. e em relação a biblioteca municipal de sesimbra é caso para desejar FESTAS FELÍCIAS (como alguem que eu não me recordo já desejou neste blogue)
Seguindo aquilo que a Dona Felicia vem fazendo na recepção à comunidade educativa, qual é a máscara a usar no colóquio?
Não percebo porque consideram esta actuação intolerável. A Câmara é o mundo e nada pode sair da sua esfera. A Felicia faz, a Felicia está, a Felicia é!
Ela está em todo o lado, ela quer os louros todos. O PC rules!!!
Como Associativista que sou, sei muito bem, as voltas que "algumas" Autarquias dão, para se aproveitarem do trabalho dos outros, boicotando ao mesmo tempo, ou esquecendo, quem não lhe interessa, pelos motivos mais estúpidos e fúteis que possamos imaginar.
Aliás, chego à conclusão que existem duas democracias, a dos cidadãos (mais restrita) e a dos autarcas (em que eles pensam que podem fazer quase tudo).
É o nosso país no seu melhor estilo...
Há aves que se contentam em pôr ovos em ninhos alheios, mas esta pernalta felicibus não hesita e rouba os ovos que depois apresenta ao povo como se fossem seus.
É pouca vergonha, descaramento e desonestidade.
E que diz a isto o senhor Augusto? Afinal ele é o patrão (e protector, parece) da senhora.
E é o director da Acontece, responsável último pelos desvarios editoriais da doutora. Ou não é?
No fundo, o objectivo da doutora não é fazer coisas mas DIZER que faz.
Pior mesmo é a desonestidade, moral e intelectual.
Shame on you, mister Augusto!
Shame on you, Felícia!
Eu quero, posso e mando!
E 'mai' nada!!
Espantoso o que acabei de ler neste post.
A Vereadora Sempre em Festa, como já foi apelidada, não pára de surpreender.
Que se queira aproveitar do trabalho alheio não é novidade. Sempre assim tem feito. Basta recordarmos a Exposição Internacional de Artes Plásticas de Sesimbra, a Exposição de António Proença no Luxemburgo ou o trabalho dos grupos de Carnaval.
Que queira utilizar este evento na sua tradicional acção de propaganda junto de auxiliares de acção educativa e seus familiares, funcionários administrativo e seus familiares bem como de professores e seus familiares, essa é a novidade.
Até aqui a Vereadora Felícia contentava-se em organizar uma festa de máscaras, percorrendo as várias décadas de existência da humanidade, com fatos a rigor gastando fortunas em banquetes e prendas sempre mascarando a coisa como “ Recepção à comunidade educativa”.
Tempos houve em que a Câmara Municipal colaborava num simbólico acto de boas vindas aos PROFESSORES QUE PELA PRIMEIRA VEZ TRABALHAVAM NO CONCELHO. Tratava-se normalmente de uma visita ao concelho ou a um dos seus locais mais emblemáticos podendo ser servido um “Moscatel de boas vindas”
Felícia Costa transformou este acto de cortesia, organizado pelos estabelecimentos de ensino com a colaboração da Câmara, num mega banquete organizado pela Câmara para todos os empregados e familiares das escolas do concelho. O ano passado o banquete reuniu mais de 500 convivas.
Este ano volta a festança com o particular de querer usurpar a paternidade de um evento cultural para o qual não colaborou.
Esperemos que Felícia não integre o Natal no Carnaval ou vice versa.
Esta vereadora não será renovável? Ou reformulavel?
Vocês estão doentes...
Não... Vocês têm os olhos abertos, e têm coragem de dizer que o rei vai nu... por esta não esperavam.
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