A prova?! Faz-se já aqui ao lado!...
Na edição de Julho do “Jornal de Sesimbra”, António Proença dedica um importante artigo de opinião à actividade da Biblioteca Municipal de Sesimbra. Começando por fazer notar que, no próximo dia 24 de Setembro, a nova Biblioteca completará um ano de existência, o autor recorda, depois, os momentos que se viveram na sua inauguração, e faz ainda um balanço fundamentado, e muito positivo, do que tem sido a actividade da Biblioteca nestes seus dez primeiros meses de vida na casa nova.
Como bem salienta António Proença, “hoje as actividades da Biblioteca são inúmeras, desde workshop’s a contos de histórias, passando pelos ateliers de pintura, actividades culturais variadas, tais como Teatro de marionetas, lendas, informática, exposições e artes plásticas, cafés concerto, debates, videoteca, retrospectivas etc., tem havido de tudo um pouco”.
Por tudo isto, não surpreende que se faça notar que, “desde a sua inauguração, o número de visitantes já se aproxima dos 40 mil o que poderá ser razoável para um concelho pouco dado às leituras, mas com as potencialidades que o complexo tem e com mais e melhor divulgação, o número de visitantes registado poderá aumentar consideravelmente”.
Sobretudo, não admira que se ponha ênfase na necessidade de uma maior e melhor divulgação. É que, neste seu artigo, já António Proença havia registado uma clara falta de informação por parte da própria Câmara, nomeadamente no Boletim Municipal, relativamente às actividades da Biblioteca. Proença afirma crer que “esta falta de informação seja só por escassez de meios no sector encarregado da divulgação autárquica.” E acrescenta: “Não quero encarar a possibilidade de uma outra razão, além de que seria muito grave para a nossa democracia, haver pelouros a amordaçarem outros.”
Por agora, faço como ele e dou o benefício da dúvida à informação camarária. De momento, também me não passa pela cabeça que, deliberadamente, haja sido posto um travão à divulgação das actividades da Biblioteca. No entanto, não posso ficar indefinidamente a aguardar o raiar da nova madrugada, sob pena de acabar à espera de Godot. Ao teatro do absurdo, eu prefiro aliás o cinema português. Passo a explicar…
Dentro de um mês, mais coisa, menos coisa, a Biblioteca vai comemorar, certamente de um modo especial, o seu primeiro ano de vida nova. Logo depois será a altura indicada para verificarmos que atenção dispensou o Boletim Municipal às celebrações desta efeméride, e que importância dá verdadeiramente esta Câmara à sua Biblioteca Municipal. Trata-se de uma boa oportunidade para o pelouro camarário da informação mostrar o que lhe vai na alma. À semelhança da personagem encarnada por António Silva n’ “A Canção de Lisboa”, quando instada pelo cliente a acabar a prova, também a Câmara poderá então pegar no pau de giz e rematar confiadamente, como fez o alfaiate: “A prova?! Faz-se já aqui ao lado!...”
Como bem salienta António Proença, “hoje as actividades da Biblioteca são inúmeras, desde workshop’s a contos de histórias, passando pelos ateliers de pintura, actividades culturais variadas, tais como Teatro de marionetas, lendas, informática, exposições e artes plásticas, cafés concerto, debates, videoteca, retrospectivas etc., tem havido de tudo um pouco”.
Por tudo isto, não surpreende que se faça notar que, “desde a sua inauguração, o número de visitantes já se aproxima dos 40 mil o que poderá ser razoável para um concelho pouco dado às leituras, mas com as potencialidades que o complexo tem e com mais e melhor divulgação, o número de visitantes registado poderá aumentar consideravelmente”.
Sobretudo, não admira que se ponha ênfase na necessidade de uma maior e melhor divulgação. É que, neste seu artigo, já António Proença havia registado uma clara falta de informação por parte da própria Câmara, nomeadamente no Boletim Municipal, relativamente às actividades da Biblioteca. Proença afirma crer que “esta falta de informação seja só por escassez de meios no sector encarregado da divulgação autárquica.” E acrescenta: “Não quero encarar a possibilidade de uma outra razão, além de que seria muito grave para a nossa democracia, haver pelouros a amordaçarem outros.”
Por agora, faço como ele e dou o benefício da dúvida à informação camarária. De momento, também me não passa pela cabeça que, deliberadamente, haja sido posto um travão à divulgação das actividades da Biblioteca. No entanto, não posso ficar indefinidamente a aguardar o raiar da nova madrugada, sob pena de acabar à espera de Godot. Ao teatro do absurdo, eu prefiro aliás o cinema português. Passo a explicar…
Dentro de um mês, mais coisa, menos coisa, a Biblioteca vai comemorar, certamente de um modo especial, o seu primeiro ano de vida nova. Logo depois será a altura indicada para verificarmos que atenção dispensou o Boletim Municipal às celebrações desta efeméride, e que importância dá verdadeiramente esta Câmara à sua Biblioteca Municipal. Trata-se de uma boa oportunidade para o pelouro camarário da informação mostrar o que lhe vai na alma. À semelhança da personagem encarnada por António Silva n’ “A Canção de Lisboa”, quando instada pelo cliente a acabar a prova, também a Câmara poderá então pegar no pau de giz e rematar confiadamente, como fez o alfaiate: “A prova?! Faz-se já aqui ao lado!...”

2 Comentários:
Acho uma vergonha o que se passa na biblioteca pela manha.
Ir para a biblioteca para estudar e haver formação de computadores.
Na biblioteca não devia ser um sitio de silêncio, pois não é... e isso é um mau serviço.
Pela minha parte tenho tido conhecimento de toda a actividade da Biblioteca pela nova agenda. Aliás finalmente existe uma agenda que divulga quase tudo o que acontece no concelho. Parabéns à sua equipa.
Parece-me infundado e de objectivos pouco honestos este artigo do Senhor A. Proença.
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