Notas de viagem: Amesterdão (3)

Rijksmuseum
A Holanda celebra agora os 400 anos de Rembrandt e o Rijksmuseum, que conserva alguns dos principais quadros do pintor (entre eles encontra-se, em sala própria, a celebrada “Ronda da Noite”), é, de alguma forma, o epicentro das comemorações. Fechado para obras, o Rijks mantém aberta, no entanto, a ala Philips, onde expõe as principais obras-primas do século XVII – o século de ouro holandês –, com destaque para a pintura do mestre de Rijn, e também para a de Avercamp, Vermeer, de Hooch, Hals e Steen, entre outros. Tendo em conta que este museu nacional está praticamente encerrado, o preço cobrado pela entrada – 10 euros – é digno de corsários, quanto mais não seja por comparação com o tarifário do Louvre (o bilhete de ingresso no maior museu do mundo custa 8,5 euros). Algo consequentemente, o pior vem depois, e logo a seguir, numa das primeiras salas. É quando o texto que acompanha a exposição quase resume, com exaltação mal refreada, a grandeza seiscentista dos Países Baixos ao seu comércio marítimo florescente. Ora este, como fazem questão de, ali mesmo, e num acesso de despudor, nos dizer por veladas meias palavras, assentou na usurpação, a ferro e fogo, das rotas e das possessões portuguesas e espanholas. Convenhamos que, para um país que se preze, é pouco.

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