O diabo não é tão mau como o pintam
Há algumas semanas atrás, o escriba-mor da folha ultramontana do burgo assinava um editorial onde, pintando de cores sombrias a situação financeira da edilidade, se dava esforçada e diligentemente ao trabalho de, com este putativo quadro, justificar os cortes recentemente verificados nas despesas do município com horas extraordinárias.
Mas, já lá diz o nosso povo, o diabo não é tão mau como o pintam. E, na nota introdutória das Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2006, já aprovado pela Câmara Municipal de Sesimbra, pode ler-se o seguinte, que passo a transcrever:
“Apesar das dificuldades vividas ao longo do ano pela maioria das Autarquias Locais, os resultados financeiros obtidos pelo Município de Sesimbra podem considerar-se satisfatórios.
O ano de 2005 ficará assim marcado pelo conjunto de notas que se seguem, para cuja obtenção contribuiu decisivamente o empenhamento e capacidade de gestão de todos os que intervieram no Município, eleitos e trabalhadores dos vários órgãos autárquicos.
As receitas totais cresceram cerca de 6,5%, em boa medida como resultado das políticas traçadas pelo Município particularmente quanto às verbas arrecadadas ligadas ao saneamento básico.
A despesa corrente paga cresceu cerca de 10%, fruto do aumento das responsabilidades que a Câmara Municipal teve que suportar em algumas áreas específicas, bem como do cumprimento dos respectivos encargos com as diferentes entidades fornecedoras.
As despesas com o pessoal registaram um acréscimo de 5,4%, abaixo do valor obtido no crescimento das receitas correntes (8%), não obstante se ter procedido ao recrutamento de pessoal, bem como ter dado seguimento aos processos das promoções e progressões nas carreiras.
Para finalizar, o saldo corrente final do exercício foi superior a 7,1 M € sendo o saldo de tesouraria a transitar para o exercício de 2006 da ordem dos 720.000 euros, enquanto paralelamente o valor global da dívida do Município diminui em boa parte.”
O documento transcrito tem a assinatura insuspeita do novo executivo.
Espero, destarte, ter contribuído para aquietar o director do “Raio de Luz”, pois, como diria o Eça, pela boca do Vilaça de “Os Maias”, no Largo do Município, e graças à anterior gestão autárquica, “ainda têm um pedaço de pão e a manteiga para lhe barrar por cima”.
Mas, já lá diz o nosso povo, o diabo não é tão mau como o pintam. E, na nota introdutória das Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2006, já aprovado pela Câmara Municipal de Sesimbra, pode ler-se o seguinte, que passo a transcrever:
“Apesar das dificuldades vividas ao longo do ano pela maioria das Autarquias Locais, os resultados financeiros obtidos pelo Município de Sesimbra podem considerar-se satisfatórios.
O ano de 2005 ficará assim marcado pelo conjunto de notas que se seguem, para cuja obtenção contribuiu decisivamente o empenhamento e capacidade de gestão de todos os que intervieram no Município, eleitos e trabalhadores dos vários órgãos autárquicos.
As receitas totais cresceram cerca de 6,5%, em boa medida como resultado das políticas traçadas pelo Município particularmente quanto às verbas arrecadadas ligadas ao saneamento básico.
A despesa corrente paga cresceu cerca de 10%, fruto do aumento das responsabilidades que a Câmara Municipal teve que suportar em algumas áreas específicas, bem como do cumprimento dos respectivos encargos com as diferentes entidades fornecedoras.
As despesas com o pessoal registaram um acréscimo de 5,4%, abaixo do valor obtido no crescimento das receitas correntes (8%), não obstante se ter procedido ao recrutamento de pessoal, bem como ter dado seguimento aos processos das promoções e progressões nas carreiras.
Para finalizar, o saldo corrente final do exercício foi superior a 7,1 M € sendo o saldo de tesouraria a transitar para o exercício de 2006 da ordem dos 720.000 euros, enquanto paralelamente o valor global da dívida do Município diminui em boa parte.”
O documento transcrito tem a assinatura insuspeita do novo executivo.
Espero, destarte, ter contribuído para aquietar o director do “Raio de Luz”, pois, como diria o Eça, pela boca do Vilaça de “Os Maias”, no Largo do Município, e graças à anterior gestão autárquica, “ainda têm um pedaço de pão e a manteiga para lhe barrar por cima”.

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