Visões de Pascoaes (2)

TEIXEIRA DE PASCOAES
Lembrando-te, me exalto e transfiguro:
Cresces na minha evocação… avultas,
Por entre sombras, cuja cisma auscultas,
Longe, lá muito além… já no Futuro!
E sorris a ti mesmo, porque puro
E astral é o sonho, em que, fremente, exultas:
Visões de Espanto, formas insepultas,
Buscam-te, ansiosas, revolvendo o escuro!
Arde em ti uma luz de nova estrela:
Arde de Amor… e, trémula, revela
Mundos que estavam inda em sono imersos…
Falam-te o vento, a Noite, os arvoredos;
E da Esfinge os mais íntimos segredos
Relampejam de auroras nos teus versos!
Mário Beirão
(Imagem: Monumento a Texeira de Pascoaes, escultura de António Duarte)

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