As seitas de hoje (2)
Rescaldo
Sou tudo aquilo que vês
Sou aquilo que pareço
E quero continuar a ser
Aquilo que alguma vez
Nunca hás-de parecer.
E agora que te conheço
Esse retrato de corpo inteiro,
Eu serei o primeiro
A dar-te um rotundo não,
E é por isso que te peço
Que nunca me estendas a mão.
Out/2005
Joaquim Penim
Sou tudo aquilo que vês
Sou aquilo que pareço
E quero continuar a ser
Aquilo que alguma vez
Nunca hás-de parecer.
E agora que te conheço
Esse retrato de corpo inteiro,
Eu serei o primeiro
A dar-te um rotundo não,
E é por isso que te peço
Que nunca me estendas a mão.
Out/2005
Joaquim Penim

3 Comentários:
Tal como o Joaquim: categórico, directo, limpo e verdadeiro.
Continua assim Joaquim.
Excelente...Tudo aquilo q deveriamos ser: Autênticos, directos, genuinos, verdadeiros, termos a capacidade de não usarmos máscaras e a frontalidade de dizer NÂO.
Adorei o nome "ana-crónica".
Agora algo que não tem nada a ver: Sr. António, esta é para lhe puxar pelo texto- lembra-se da Crónica Feminina??? A mãe das "Caras", das "Vogues" e das "Marias"?? Tinha uma tia (já era velhota em '80, veja lá agora!!)que as tinha arrumadinhas por nºs na prateleira da sala, qual colecção encadernada e pirogravada a ouro de Eça de Queiróz!! De vez em quando, enquanto a lia, e antes do croché, soltava um "Que desavergonhice!!" - Já sabia que estava a ler o "Correio das leitoras", a essa acção pecaminosa não era mais que "estar-apaixonada pelo-cunhado" ou " ter-sido-apanhada-pela-mãe-a-beijar-o-vizinho-na-boca". Que horror!! Mal sabia a minha tia que logo a seguir vinham as novelas e que "... desde a Gabriela, Cravo e Canela, que isto nunca mais foi a mesma coisa...É como o tempo", dizia, "desde que o Homem foi à Lua, mexeu lá em qualquer coisa, isto nunca mais ficou igual..."
Uma delícia de recordações, não é António?
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