Diário em Sesimbra (5)
ALTO DA ARRÁBIDA
Não fosse o mar a bater nas línguas de areia, dois ou três pássaros e os poucos automóveis na estrada – e o silêncio seria total. Pouco mais me interessa nestes dias. Estou na companhia dos elementos (o fogo na memória, no mato queimado) e da vegetação que já rebenta por entre os vestígios do incêndio. Banalidade verdadeira: aqui sentimo-nos pequenos, tão pequenos que Deus entra e fica.
Não fosse o mar a bater nas línguas de areia, dois ou três pássaros e os poucos automóveis na estrada – e o silêncio seria total. Pouco mais me interessa nestes dias. Estou na companhia dos elementos (o fogo na memória, no mato queimado) e da vegetação que já rebenta por entre os vestígios do incêndio. Banalidade verdadeira: aqui sentimo-nos pequenos, tão pequenos que Deus entra e fica.

2 Comentários:
Ryu, é das frases mais lindas e expressivas que já li: "Sentimo-nos tão pequenos que Deuse entra e fica". Sereno e Mágico para iniciar a segunda-feira: a imagem mental da Arrábida a esta hora, com o Sol a "poucos metros" do horizonte, a iluminar aquele mar azul e essa frase. Obrigado.
Não tem nada que agradecer. Os sufis, os monges arrábidos, Sebastião sabiam o que procuravam quando subiam serra e por lá ficavam.
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