Uma proeza de quatro quilómetros
No artigo de opinião que assina no último “Raio de Luz”, Esequiel Lino elogia a decisão da Presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, Dr.ª Odete Graça, de realizar uma reunião deste órgão nas instalações da Associação Cultural e Desportiva da Cotovia. O antigo autarca vê neste gesto “uma verdadeira lição de democracia”. Segundo ele, está-se a “descentralizar um acto que nos últimos anos se ficou pela sede do concelho como se não existisse mais população no resto do município que naturalmente tem dificuldades de vária ordem para se deslocar a Sesimbra, pelo que é de saudar esta atitude tanto mais que ela era uma prática de descentralização, desde o 25 de Abril, quer no tempo da Comissão Administrativa, quer depois pelos órgãos democraticamente eleitos até 1997.” E, mais adiante, acrescenta: "Não há democracia sem povo. Não há debate sem participação." (O sublinhado é meu).
Tais afirmações causariam sorrisos, não fora a real tristeza que a sua demagogia nos infunde. Quem conhece as exactas possibilidades de intervenção que, por lei, são facultadas aos munícipes presentes nas assembleias municipais, percebe logo que a montanha pariu um rato. Sobre isto já aqui escrevi anteontem e ontem. Remeto, pois, o leitor para esses escritos. Seja como for, a proeza da Dr.ª Odete Graça tem a dimensão que tem: os quatro quilómetros que separam Sesimbra da Cotovia.
Mas Esequiel Lino esqueceu-se de dizer que desde os tempos da Comissão Administrativa e até 1997, houve um estímulo poderoso à itinerância das sessões da Assembleia Municipal: a singela circunstância de, em duas décadas, aquele órgão autárquico, andando de Anás para Caifás, nunca ter tido instalações condignas, o que só veio a suceder em 2000, com a inauguração do Auditório Municipal Conde de Ferreira. E quem foi, quem foi o Presidente da Câmara até 1997?
Tais afirmações causariam sorrisos, não fora a real tristeza que a sua demagogia nos infunde. Quem conhece as exactas possibilidades de intervenção que, por lei, são facultadas aos munícipes presentes nas assembleias municipais, percebe logo que a montanha pariu um rato. Sobre isto já aqui escrevi anteontem e ontem. Remeto, pois, o leitor para esses escritos. Seja como for, a proeza da Dr.ª Odete Graça tem a dimensão que tem: os quatro quilómetros que separam Sesimbra da Cotovia.
Mas Esequiel Lino esqueceu-se de dizer que desde os tempos da Comissão Administrativa e até 1997, houve um estímulo poderoso à itinerância das sessões da Assembleia Municipal: a singela circunstância de, em duas décadas, aquele órgão autárquico, andando de Anás para Caifás, nunca ter tido instalações condignas, o que só veio a suceder em 2000, com a inauguração do Auditório Municipal Conde de Ferreira. E quem foi, quem foi o Presidente da Câmara até 1997?

2 Comentários:
O Ezequiel devia era estar calado, mas a vontade de fazer figura é mais forte e o homem depois só diz disparates como este, nem vê que contra si fala.
Ele bem queria voltar a ser presidente mas o PC não foi na conversa. Este é como o mário Soares, julga que alguém tem saudades dele, já não há paciência para o aturar. Só o raio de luz é que lhe dá ouvidos. Diz-me com quem andas.
Ah, Ah,Ah. Esta é muito BOOOOOA!!
Continuem!!
Urban@
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