quarta-feira, maio 17, 2006

Curtas (29)

Quando os muros caem…

No último número do “Nova Morada”, Florindo Paliotes, membro da Comissão Concelhia de Sesimbra do PCP, faz um balanço muito positivo da gestão autárquica da CDU na Câmara Municipal, sob a égide do Presidente Pólvora. Por desnecessário, não valerá a pena sublinhar que, sobre este e outros assuntos, terei ideias muito diferentes das de Florindo Paliotes, e pelo menos tão distantes das suas quanto o mandarim queirosiano se encontrava do narrador Teodoro no minuto que lhe foi fatal. Basta ver que, há já alguns meses, o colunista do “Nova Morada” citava algumas linhas de Marx em jeito de prelúdio a um artigo seu. Agora, interroga-se, com Lenine, sobre se os meios e medidas de controlo não representarão algo de extraordinariamente complicado e difícil, ainda não experimentado, mesmo desconhecido? Vistas as coisas por tal prisma, fico com a curiosidade de saber se Florindo Paliotes continuará a citar autores desta linhagem em progressão geométrica. Há, pelo menos, uma sequência, conhecida, que termina em Estaline. Seja como for, é sempre possível lobrigar um “significado histórico na abertura ao público da Fortaleza de Santiago” e, aparentemente, não dar importância à queda de outros muros…

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Queda? Só se for de cabelo porque de muros, não vislumbro. O que se tem feito nos últimos meses tem sido a erecção de muros(Eu disse erecção?!?), de muros de todas as naturezas.Infelizmente.

11:50 a.m.  

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