segunda-feira, maio 22, 2006

Diário em Sesimbra (17)

ALGUMA CERA...

Não costumo gastar cera com ruins defuntos. Ainda assim, dada a surpresa com que li um comentário à anterior página deste diário, parece-me útil deixar expresso o meu público agradecimento a quem promoveu o arranjo do Castelo de Sesimbra, nomeadamente a colocação de bancos ao longo dos caminhos que o atravessam (onde passarei a sentar-me quando quiser usufruir da sua tranquilidade para abraçar uns bons momentos de leitura ou de contemplação).
Continuando a amar este espaço magnífico do concelho, continuando a ter vontade de me sentar a ler por aqueles lados - enquanto o concessionário do café for o mesmo, nunca mais me sentarei na sua esplanada, pois não desejo ser "corrido à pedrada" por levar debaixo do braço livros de Pascoaes, Pessoa, Dante, Echevarría, Leopardi ou Leonardo Coimbra, autores de facto muito rebuscados para certos leitores que aconselham petiscos mas, no fundo, só devem comer saladinhas de dieta sem tempero.

Nota: Poderia debruçar-me sobre outros aspectos do referido comentário (escrito por alguém que, não sendo decerto analfabeto, deve ser muito distraído nas suas leituras) seria dar-lhe uma importância que não tem e repetir os argumentos justos, que subscrevo, em boa hora apresentados por Pedro Martins - a quem agradeço a clarividência usada perante tão desastrada e precipitada intervenção.

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