Um acervo fabuloso
Fui ontem ver a exposição “Grandes Mestres da Pintura – De Fra Angelico a Bonnard”, que na quinta-feira inaugurou no Museu Nacional de Arte Antiga. E a verdade é que a Colecção Rau é mesmo um acervo fabuloso. O núcleo que vai do Gótico ao Renascimento e ao Maneirismo, não sendo muito numeroso, encerra alguns pequenos tesouros, como as obras de Fra Angelico, Cranach e El Greco, ou o esplendoroso Retrato de uma jovem, de Bernardino Luini (na imagem), que esteve atribuído a Leonardo da Vinci até ao século XIX, e foi escolhido para ilustrar a divulgação, entre nós, da exposição.O período barroco está superiormente representado por Guido Reni, Canaletto, Hendrick ter Brugghen ou Gerard Ter Borch (para citar apenas alguns mestres flagrantes que estão ausentes das colecções públicas portuguesas), dando azo a um interessante diálogo com a exposição permanente do próprio MNAA.
Sabendo-se, por outro lado, que a pintura impressionista é algo quase inexistente nos museus nacionais (excepção feita a um núcleo reduzido, mas valioso, do Museu Gulbenkian), a exposição que durante os próximos quatro meses vai estar nas Janelas Verdes é uma excelente oportunidade para se apreciar a revolução operada por Monet, Manet, Renoir, Degas, Cézanne e seus pares (aqui se encontram, igualmente, Pissarro, Sisley e Caillebote), bem como as suas causas próximas (Corot, Courbet, Boudin) e os seus efeitos duradouros (Signac, Sorolla, Bonnard).
Ao contrário do que é habitual com as exposições temporárias nos museus portugueses, esta é paga (um ingresso custa 5 euros), mas, acreditem, vale mesmo a pena.

3 Comentários:
Obrigado pela informação e pela apreciação.
Não tem de quê, meu caro amigo. E espero que goste tanto da visita quanto eu gostei. Um abraço.
Mal posso esperar para ver esta exposição. Ainda tenho que esperar uma semana. Faz-me recordar: Paris, Musée d'Orsay, Louvre... aí que saudade...
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