Diário em Sesimbra (16)
NO CASTELO
Num dos mais belos e tranquilos locais do concelho de Sesimbra, cinquenta cêntimos a mais no preço do café valem bem a consolação do vento e da tranquilidade, o mar rompendo por entre a ramaria que nos envolve.
Companheiros perfeitos: Fernando Echevarría e Giacomo Leopardi. Daqueles que não podemos devorar, mas mastigar e ruminar - para que o sabor e a sabedoria adentrem o espírito e, até, as células do corpo que nos torna visíveis.
Num dos mais belos e tranquilos locais do concelho de Sesimbra, cinquenta cêntimos a mais no preço do café valem bem a consolação do vento e da tranquilidade, o mar rompendo por entre a ramaria que nos envolve.
Companheiros perfeitos: Fernando Echevarría e Giacomo Leopardi. Daqueles que não podemos devorar, mas mastigar e ruminar - para que o sabor e a sabedoria adentrem o espírito e, até, as células do corpo que nos torna visíveis.

7 Comentários:
O Ruy não esteve no Castelo num sábado à tarde, porque o mais certo seria deliciar-se sim com Zimbros e conversas ...infelícias.
No que aos 0,50 € concerne gostava de perguntar ao distinto onde leu que o preço do café é tabelado, nem no Capital Marx ousou tanto (reminiscências estalinistas talvez).
Em relação às sugestões literárias talvez umas menos rebuscadas: ALEPH de Jorge Luis Borges, Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar ou a conterrânea Natália Correia.
Na próxima visita sugiro-lhe uma ousadia mais "felícia", prove um coulant de chocolate acompanhado de um chá vermelho.
José Manuel Rasteiro
oi
José Manuel Rasteiro,
Sei, de ciência certa, que o Ruy Ventura não acede à Internet no fim-de-semana. Oportunamente, ele lhe dirá, pois, o que entender.
Pelo que me toca, e enquanto amigo do Ruy, não creio, de forma alguma, que ele tenha criticado o preço que é praticado na cafetaria do Castelo. Quando ele refere os cinquenta cêntimos a mais (relativamente ao preço "corrente", digamos assim), tem o cuidado de sublinhar a sua justiça, salientando que esse é o preço a pagar por se estar "num dos mais belos e tranquilos locais do concelho de Sesimbra", e que ele "vale bem a consolação do vento e da tranquilidade, e do mar rompendo por entre a ramaria que nos envolve." Se isto não é um elogio, o que é que será?
Não compreendo, pois, a sua reacção (a menos que seja levado a pensar que não percebeu nada daquilo que leu). Faço-lhe porém notar que, se o Ruy Ventura achasse exageradamente caro o preço praticado na cafetaria do Castelo, com ou sem razão estaria sempre no seu pleno direito, mal se compreendendo as palavras abespinhadas do José Manuel Rasteiro. Não me parece ser este o tom adequado por parte de quem tem uma porta aberta. Pelo que me toca, e depois disto, cliente ocasional que era do estabelecimento, tomei uma decisão: não voltarei aí e desaconselharei essa casa aos meus amigos e conhecidos.
Quanto às sugeridas reminiscências estalinistas, posso afiançar-lhe que o Ruy Ventura pratica um credo muito diferente. É católico.
E quanto às suas sugestões literárias, dir-lhe-ei apenas que cada um lê aquilo que gosta e que quer. Ou os clientes têm que ler pela cartilha da gerência? Valha-nos o Santíssimo Sacramento!
Ora meu caro PM o que a si lhe parece bem ou mal a mim pouco ou nada me diz, se ao seu grupo de amigos é permitido emitir opinião sobre todo e qualquer assunto não sei porque a dos outros é menos válida, espero que não se esqueça que o direito á opinião funciona para todos e não só para alguns.
Independente de ter uma ou mais portas abertas sempre me pautei por emitir, sempre que achei necessário, as minhas opiniões, nunca me ajoelhei a nenhum tipo de poder politico, ou de outro tipo, (coisa que infelizmente não se pode dizer de muitos).
Quando de mim ou para mim falar não vale a pena evocar o SS, sou ateu convicto.
Tenho de felicita-lo pela forma aguerrida e firme com que defende os seus amigos, mas vendetas pessoais ficam sempre pior a quem as começa e deixam no ar um tom ressabiado de quem tem algo por resolver, não me parece que seja comigo, dado que efectivamente, tirando a resposta a algo que nem era consigo, nunca trocamos mais que uns boas tardes circuntanciais.
José Manuel Rasteiro
Seja. Boa tarde!
Senhor Pedro Martins,
Tive algumas reservas sobre a validade da vossa decisão de analizarem prèviamente os comentários, mas tenho de reconhecer que vocês tiveram razão.
Mais ainda, admiro a vossa paciência em aturar indivíduos como esse pateta armado em intelectual que nem comerciante sabe ser.
O fulano julga ter tido o seu momento de glória ao provocar o vosso amigo Ventura. Só conseguiu mostrar que não sabe ler e que certas vozes, mesmo no alto do Castelo, não chegam ao céu.
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