Tudo como dantes...
…só que o quartel-general não é em Abrantes. Continua a ser na Fortaleza de Santiago. Refiro-me, como é óbvio, à manutenção da Guarda Nacional Republicana neste ex-libris da vila de Sesimbra.
O acordo alcançado entre a Câmara Municipal e aquela força de segurança é, do ponto de vista dos interesses do concelho, pouco menos do que zero, uma mão-cheia de nada.
Em termos práticos, passa a ser permitido o acesso às zonas públicas da muralha, concedendo-se ainda uma autorização genérica para a utilização destes espaços, pela edilidade, tendo em vista a realização de actividades sócio-culturais e recreativas. Para as calendas, remete-se um hipotético acordo quanto aos espaços não-públicos.
Naquilo que verdadeiramente estava em causa, a Câmara capitulou, e de forma clamorosa. Não passou a ser a detentora do edifício, não poderá recuperá-lo nem reconvertê-lo, está impedida de ali instalar o Museu do Mar. Não se sabe quando poderão tais desejos materializar-se. Nem sequer se virão algum dia a ser uma realidade.
Conhecendo-se o historial deste longo processo, há que afirmar, sem mais, que as posições de Sesimbra foram claramente derrotadas, e que o Presidente Pólvora, ao primeiro round, atirou a toalha ao tapete. Contentou-se com um pequeno rebuçado, muito embora nos queira agora fazer crer que regressou a casa com uma bela tablete de chocolate suíço.
Claro que a propaganda camarária, na sua ênfase grandiloquente, pode levar a supor que foi dado um passo de gigante. Mas a verdade é que a montanha pariu um rato. Entre planos e projectos traçados no papel e a irresistível fragrância das festas nómadas, vai-se instalando nas boas almas uma sensação de déjà vu. Tudo o que sejam resultados estruturais, que é como quem diz, o fruto de um trabalho lento, aturado e discreto, parece que terá de esperar por melhores dias.
Sucede até que, por ora, ninguém pedia ao Presidente Pólvora que saísse à rua, que mobilizasse os cidadãos, que fizesse barulho. Compreende-se que as manifestações contra o POPNA quase o tenham esgotado, qual Napoleão com a retirada da Rússia. Por ora, esperávamos apenas um pouco mais de firmeza, um pouco mais de audácia, com os olhos postos no futuro. Não esperávamos Marengo ou Austerlitz, mas saiu-nos logo Waterloo.
O acordo alcançado entre a Câmara Municipal e aquela força de segurança é, do ponto de vista dos interesses do concelho, pouco menos do que zero, uma mão-cheia de nada.
Em termos práticos, passa a ser permitido o acesso às zonas públicas da muralha, concedendo-se ainda uma autorização genérica para a utilização destes espaços, pela edilidade, tendo em vista a realização de actividades sócio-culturais e recreativas. Para as calendas, remete-se um hipotético acordo quanto aos espaços não-públicos.
Naquilo que verdadeiramente estava em causa, a Câmara capitulou, e de forma clamorosa. Não passou a ser a detentora do edifício, não poderá recuperá-lo nem reconvertê-lo, está impedida de ali instalar o Museu do Mar. Não se sabe quando poderão tais desejos materializar-se. Nem sequer se virão algum dia a ser uma realidade.
Conhecendo-se o historial deste longo processo, há que afirmar, sem mais, que as posições de Sesimbra foram claramente derrotadas, e que o Presidente Pólvora, ao primeiro round, atirou a toalha ao tapete. Contentou-se com um pequeno rebuçado, muito embora nos queira agora fazer crer que regressou a casa com uma bela tablete de chocolate suíço.
Claro que a propaganda camarária, na sua ênfase grandiloquente, pode levar a supor que foi dado um passo de gigante. Mas a verdade é que a montanha pariu um rato. Entre planos e projectos traçados no papel e a irresistível fragrância das festas nómadas, vai-se instalando nas boas almas uma sensação de déjà vu. Tudo o que sejam resultados estruturais, que é como quem diz, o fruto de um trabalho lento, aturado e discreto, parece que terá de esperar por melhores dias.
Sucede até que, por ora, ninguém pedia ao Presidente Pólvora que saísse à rua, que mobilizasse os cidadãos, que fizesse barulho. Compreende-se que as manifestações contra o POPNA quase o tenham esgotado, qual Napoleão com a retirada da Rússia. Por ora, esperávamos apenas um pouco mais de firmeza, um pouco mais de audácia, com os olhos postos no futuro. Não esperávamos Marengo ou Austerlitz, mas saiu-nos logo Waterloo.

3 Comentários:
Ou seja, do imenso desígnio que era a Fortaleza, restam os mil rostos pendurados, símbolo de uma política que falha no essencial e se contenta com o trivial...
Para Pólvora, a "Fort...Lesa", e cada vez mais!
Ao ler-se "o outro lado do espelho" percebe-se porquê...
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