quarta-feira, junho 07, 2006

Curtas (38)

Xávega do Meco

A metragem é curta – trata-se de um pequeno documentário – mas, como obra de arte, “Xávega do Meco”, de António Proença, tem a grandeza perene de tudo o que é tocado pela Poesia. Há uma simplicidade extrema e uma humanidade profunda na harmonia deste olhar fugaz. Acordada a emoção, percebi também, logo às primeiras notas, quão certa estava a banda sonora que o realizador encontrara para dialogar com estas imagens, num regresso a Chopin, e revisitando o mais belo dos seus “Nocturnos”. Música de ontem para a eternidade, ela conduz-nos, como se fora uma metáfora, ao destino da arte de que nos fala esta obra. Dos salões de Paris aos areais do Meco, que distância entre os dois mundos que ela evoca. E, no entanto, como a Beleza, no seu esplendor, os aproxima e irmana!

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Da arte Xávega do Meco o que realmente salta à vista é a foto/postal da "Sesimbr'acontece" com um pescador em anorak/kispo/ casaco de oleado???, COR DE ROSA???!!! Deixaram passar isto? Principalmente o autor. O Photoshop não tinha o vermelho??

10:37 a.m.  

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