publicado por Ruy Ventura às 14:15
RECOMEÇOSei do sonho:procuro tua sombra napenumbrada memória líquidae nada encontro.A lua não é vermelhanão é violetanão é verdecoisamasos loucos da madrugadaanunciam as primeiras águas da manhã.Sei do sonho?Tua sombra pagãé um corpo que me fogedas mãos cansadas de espantose abismos.A árvore sonolentaanoitece os meus delírios.Não te vejo na claridadedo silêncio.O sol é um pássaro feridona solidãode meus gestos de meus gritose a hora cruvianaé uma graviolagrávidade aromas e carnespronta para ser saboreada.Sei.Não foi um sonho.Como encontrar,então,naarquitetura fluvialde meus quereres,as linhase curvasde teu corpo barrento-canela?Ah, não! Ah, sim!Existeumgrande sertãonas veredas da minha paixão.E eu sei do sonho.Procuro tua sombra líquidae nada encontro. A lua não é verdeluãmastua sombra pagãanoitece os meus delírios.Como encontrar,sol e solidão,a arquitetura colonialde teu corpo fluvial?Como encontrar,no silêncio de meus gritos,tua sombra teus aromas tuas carnes?Sim,não.Tua memória vermelha é uma sombra grávida de morenezas e reentrâncias azuis.Docemente azuis.Barrentas e azuis.Moacy Cirne
Enviar um comentário
<< Home
1 Comentários:
RECOMEÇO
Sei do sonho:
procuro tua sombra na
penumbra
da memória líquida
e nada encontro.
A lua não é vermelha
não é violeta
não é verdecoisa
mas
os loucos da madrugada
anunciam as primeiras águas da manhã.
Sei do sonho?
Tua sombra pagã
é um corpo que me foge
das mãos cansadas de espantos
e abismos.
A árvore sonolenta
anoitece os meus delírios.
Não te vejo na claridade
do silêncio.
O sol é um pássaro ferido
na solidão
de meus gestos de meus gritos
e a hora cruviana
é uma graviola
grávida
de aromas e carnes
pronta para ser saboreada.
Sei.
Não foi um sonho.
Como encontrar,
então,
na
arquitetura fluvial
de meus quereres,
as linhas
e curvas
de teu corpo barrento-canela?
Ah, não! Ah, sim!
Existe
um
grande sertão
nas veredas da minha paixão.
E eu sei do sonho.
Procuro tua sombra líquida
e nada encontro.
A lua não é verdeluã
mas
tua sombra pagã
anoitece os meus delírios.
Como encontrar,
sol e solidão,
a arquitetura colonial
de teu corpo fluvial?
Como encontrar,
no silêncio de meus gritos,
tua sombra teus aromas tuas carnes?
Sim,
não.
Tua memória vermelha
é uma sombra grávida
de morenezas e reentrâncias
azuis.
Docemente azuis.
Barrentas e azuis.
Moacy Cirne
Enviar um comentário
<< Home