Curtas (64)
Ao acaso
Ao folhear a “Acontece” do próximo mês de Setembro, dei conta de que a agenda de acontecimentos, na página 7, anuncia para o Auditório Conde de Ferreira, entre os dias 15 e 30, uma exposição foto-bio-bibliográfica alegadamente intitulada “Agostinho da Silva: Pensamento e Acaso”. Sabendo eu a priori que os conteúdos desta mostra (patente em diversos pontos do país) são da responsabilidade da Associação Agostinho da Silva (AAS), logo o título apresentado me soou improvável. Não que o mesmo fosse impossível. Mas não se me afigurava muito plausível que a Associação, tratando da vida e da obra de Agostinho, pusesse o enfoque no acaso, para mais sabendo-se como este pensador católico do Quinto Império perfilhava uma filosofia da história providencialista e messiânica. Dei-me ao trabalho de consultar o site da AAS e as minhas suspeitas confirmaram-se: na verdade, a exposição intitula-se “Agostinho da Silva: Pensamento e Acção”, fórmula que, na sua consequência lógica, expressa perfeitamente o que foi a vida e a obra do filósofo. Mesmo que Agostinho não gostasse muito de fazer planos para a vida, há coisas que não devemos deixar ao acaso.
Ao folhear a “Acontece” do próximo mês de Setembro, dei conta de que a agenda de acontecimentos, na página 7, anuncia para o Auditório Conde de Ferreira, entre os dias 15 e 30, uma exposição foto-bio-bibliográfica alegadamente intitulada “Agostinho da Silva: Pensamento e Acaso”. Sabendo eu a priori que os conteúdos desta mostra (patente em diversos pontos do país) são da responsabilidade da Associação Agostinho da Silva (AAS), logo o título apresentado me soou improvável. Não que o mesmo fosse impossível. Mas não se me afigurava muito plausível que a Associação, tratando da vida e da obra de Agostinho, pusesse o enfoque no acaso, para mais sabendo-se como este pensador católico do Quinto Império perfilhava uma filosofia da história providencialista e messiânica. Dei-me ao trabalho de consultar o site da AAS e as minhas suspeitas confirmaram-se: na verdade, a exposição intitula-se “Agostinho da Silva: Pensamento e Acção”, fórmula que, na sua consequência lógica, expressa perfeitamente o que foi a vida e a obra do filósofo. Mesmo que Agostinho não gostasse muito de fazer planos para a vida, há coisas que não devemos deixar ao acaso.

8 Comentários:
"Acontece" por acaso.O problema é que têm ocorrido demasiados erros, por acaso.Falta ter Pensamento e Acção.
Mais uma originalidade da Vereadora Felícia.
Os autores da exposição intitularam-na “Agostinho da Silva: Pensamento e Acção”. Foi assim em todos os locais por onde passou a exposição.
Todos excepto Sesimbra. Nós por cá temos a sorte de ter uma vereadora da cultura que sabe por a sua grife onde toca… O resultado desse toque está à vista… o problema é o cheiro…
Há lapsos fatais, simbolicamente.
De facto, com a vereadora Felícia, onde deveria haver Acção concreta, eficaz, planeada, objectiva e útil só há trapalhada, bizarria, improvisação coxa, saloiice e fogo de vista, muitas vezes à custa do trabalho alheio.
É só Acaso, até vir o Ocaso quando o Augusto perceber que esta senhora está ali a mais.
E arranjar coragem para a despedir.
Sendo que "acaso" é "acontecimento cujas causas se ignoram; sorte;azar", poder-se-á referir que a acção da Dra. Felícia, é fruto do acaso.O problema reside no facto de alguém confundir acaso com ocaso.Ex.: O Concurso de mentiras foi obra do acaso mas sem ocaso. Foi mais um caso que não lhe deu azo.
Que estranha gente esta que não sabe sequer copiar.
Gente a quem não choca uma expressão como "ao acaso" ligada a um Homem como Agostinho da Silva.
Gente que arvora a bandeira da Cultura, se senta no pelouro da Cultura.
Cultura de quê?
Que curso tem a doutora Felícia?
Foi tirado em alguma universidade de Leste?
É que ela está completamente a leste de tudo.
Foi nas ilhas...
Os senhores ou não pensam ou teimam em não pensar.
Citando do site da Associação Agostinho da Silva:
«
AA Exposição Foto-bio-bibliográfica "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção" (composta por 24 painéis, de 1m por 0.7m) pretende reconstituir os principais marcos da vida de Agostinho da Silva: desde o seu nascimento no Porto a 13 de Fevereiro de 1906, a infância passada em Barca d' Alva, o percurso liceal e universitário de novo no Porto, até, em 1944, a sua ida para o Brasil e, 25 anos depois, em 1969, o seu regresso a Portugal, onde permanecerá os seus últimos 25 anos de vida. Ao longo dela, faz-se igualmente referência às suas principais obras, bem como aos principais eixos do seu pensamento.
Se estiver interessado na Exposição, é favor contactar directamente Renato Epifânio (96 7044286)»
Não será esta exposição?
Aguardem pela abertura da mesma e depois verifiquem, antes de "calhandar" , como se diz na minha terra
O anónimo das 12:53 ou não leu o que escrevi; ou não percebeu; ou não quis perceber o que lá está. Qualquer das hipóteses fica-lhe sempre mal.
O problema não está na exposição que, tendo o selo da Associação Agostinho da Silva, tem, certamente, qualidade. Aliás, eu fui o primeiro, no texto da entrada, a dizer que os conteúdos da exposição eram da responsabilidade da AAS e que tinha ido ao site desta averiguar qual era, ao certo, o título da exposição. Compreendo que não tinha lido esta parte. Afinal, a minha curta é muito comprida e o tempo não chega para tudo.
O que está em causa é a ligeireza com que a agenda de acontecimentos menciona o título da exposição. Dá-se a circunstância de a expressão "Pensamento e Acaso", tratando-se de Agostinho, não ter feito soar nenhuma campainha. Isto sem falar na dificuldade em, por estas bandas, se fazer uma simples cópia. Imagine se fosse um ditado...
Só para ficarmos conversados, conto-lhe uma história: quando a PIDE, um dia, prendeu Fernando Lopes-Graça, que, no Conservatório, fazia um exame perante Luís de Freitas Branco, este último terá dito logo dos polícias políticos a alguém: estes senhores têm do génio do meu aluno a mesma consciência que a minha égua tem das obras de Shakespeare.
Medite bem na história. E pense na égua.
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