sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Nos cem anos do Refugo (1)











OS BAILES DO REFUGO

Para a minha Mãe

Com rosas bordadas nas saias
Ou vestidos da mesma cor,
As damas “tem-te não caias”
Dançaram com o seu amor.

De fato os cavalheiros,
Camisa branca e papillon
Voavam muito ligeiros
Co’as damas no mesmo tom.

Elas de chita vestidas,
Eles de gravata igual,
De cores muito garridas…
Foi um baile bestial.

As damas no caramanchão
Esperavam pelo “garçon”
Que lhes cantasse a canção
P’ra dançar no Cotilon.

Foram bailes bem gozados
Foram vidas a correr
Em tantos anos passados
Vi o Refugo viver.

Joaquim Penim

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