quarta-feira, março 29, 2006

O que vem à colecção

Que me desculpe o mestre António, mas é o que vem à colecção, sim senhor. Eu passo a explicar.

Ainda anteontem resgatei, num alfarrabista que agora abriu sucursal na Rua das Portas de Santo Antão – creio que o espaço ainda pertence ao Palácio da Independência –, um exemplar das póstumas “Horas de Luta” do venerando Junqueiro (na foto), e “O Arcanjo Negro”, de Aquilino. Em ambos os casos, trata-se de primeiras edições.

Com efeito, e se bem percebi, o dono da prestimosa Livraria Bizantina, estabelecida no Largo Trindade Coelho, que é como quem diz, ali à Misericórdia, mantendo a casa mãe, resolveu descer a colina do Bairro Alto e fazer escoar o seu precioso manancial nesta rua esplendorosa da baixa pombalina.

Como não sou invejoso, convosco compartilho a boa nova. Juro que não me fazem descontos. Aliás, os preços são assaz convidativos, como é timbre da firma. Os livros de Guerra Junqueiro e Aquilino Ribeiro estavam no lote da entrada, sobre uma mesa repleta de promissoras lombadas. Custaram-me, cada um, a módica quantia de um euro. O mesmo preço das edições princeps das “Cartas Peninsulares”, de Oliveira Martins, da “Vida de Zola” do mestre Agostinho da Silva, e da “Introdução à Música Moderna”, de Fernando Lopes-Graça, todos eles já devidamente incorporados nas estantes cá de casa. É o que vem à colecção…

14 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Ò senhor Martins, não me assuste, já não tenho idade para cagaços.
Então, o que vem a ser isso de "promissoras lombadas"?
Eu sei que, em certos casos, isto só lá vai à lombada, mas, enfim, não me agrida quando vier ao meu estaminé...

7:39 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Comprar obras dessas por tão módicas quantias, devia dar a quem tem essa sorte um mínimo de remorsos.
Biltres, é o que são.
Bem sei que é preciso saber, ter faro e ser persistente. Eu para isso não sirvo, sou como o outro, impaciente...

7:43 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ò senhora feira da ladra,

Então o homem já não disse a toda a gente onde é que fica a gruta do ali-babá?

Eu quero ver é se ele se descose com a lista dos alfarrabistas...

8:01 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Não se arranja um alfarrabista desses por aqui, pela "rive gauche"?

9:43 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Bardo,

pas de tout, o meu amigo tem de ir à "rive droite". A marginal de Sesimbra ainda não é um "quais"...

9:48 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Mas recomendo-lhe vivamente a Livraria Culsete, em Setúbal. Tem todas novidades e muitos fundos de catálogo.
O dono, o Sr. Medeiros, é um livreiro à antiga, uma pessoa encantadora e um exímio conversador.
Fica ali para os lados do Bonfim, em frente à escola secundária.

10:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

E há feiras de velharias com livros antigos em Setúbal (1.º e 3.º sábados de cada mês) e em Azeitão (2.º domingo de cada mês).
E mais não digo.

10:03 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Agradeço as sugestões!
E, já que foi aventado*, porque não os "quais" de "Sesimbrá"?
Apoio a ideia!!!

*Aventado... nos "e ventos".

10:33 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

O "Aventado" está aprovado. Para o resto faltam-nos, por enquanto, os "bouquinistes".

10:40 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

O "Aventado" está aprovado. Para o resto faltam-nos, por enquanto, os "bouquinistes".

10:40 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Isso é que se chama um sortudo com tempo para tudo!
Também passei pelas Portas de Santo Antão e vi os livros a um euro cada mas como estava cheia de pressa não consegui mais que dar uma vista de olhos, reservando uma visita mais demorada para logo que possível.
Entretanto o Pedro comprou o mais interessante do espólio.
Não à direito!
Aqui está mais uma diferença entre os géneros.
As mulheres trabalham muito mais que os homens e nunca têm tempo para nada.

11:05 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ó senhora dona mulher,

Isto tem ido aos poucos, à hora de almoço e à tardinha, que estão sempre a aparecer livros "novos".

11:08 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Minha Querida Mulher

...não HÁ direito...

12:00 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Direito há!
Justiça... haver vamos (ou a ver vamos?).

1:16 a.m.  

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