Politiquices
No artigo que assina no último “Jornal de Sesimbra”, a Dr.ª Sandra Rodrigues de Carvalho defende a paternidade comunista de alguns projectos e obras municipais que os eleitos do PS na Assembleia Municipal, na reunião deste órgão de 3 de Fevereiro último, terão reputado como sendo de “continuidade” relativamente ao mandato anterior.
Depois, a chefe de gabinete do actual Presidente da Câmara tem um momento de exortação: “Deixemo-nos de politiquices e vamos passar a ser “políticos”, com rigor e honestidade, agir em conformidade com a vontade da população que nos elege e tornar as Assembleias Municipais e outras reuniões do género, em locais de debate produtivo, e não de teorias vagas, com ideias concretas que tragam progresso ao Concelho de Sesimbra.”
Vendo um “bom sinal” na continuidade que verifica existir no orçamento de 2006, a articulista considera não ser “aceitável, muito menos compreensível”, “deitar fora” projectos que, apesar de quem os pensou, tenham validade para o desenvolvimento do concelho.
E prossegue: “Talvez por terem sido partes integrantes num Orçamento, como neste o foram, as restantes forças políticas representadas no executivo desta edilidade o tenham votado favoravelmente, de forma unânime. Ou apenas por estarem de acordo com o mesmo! Muito mais correcto teria sido a actuação, de forma idêntica, dos deputados municipais do PS.”
Apesar de extensas, as citações impõem-se por uma questão de transparência e para que os cibernautas possam formar o seu próprio juízo.
Tal como estão enunciadas, as palavras da Dr.ª Sandra Rodrigues de Carvalho – que se referem a uma “actuação, de forma idêntica” – poderiam bem levar-nos a crer que os deputados municipais do PS não votaram favoravelmente o orçamento camarário para 2006. A verdade é que o aprovaram.
Não acredito que a chefe de gabinete do Arquitecto Augusto Pólvora tenha querido, em algum momento, faltar à verdade. Se bem interpreto o que disse, limitou-se, embora de modo pouco claro, a fazer um juízo, nada benevolente, das intenções subjacentes ao sentido do voto socialista. Seja como for, confesso que só com alguma hermenêutica e a necessária dose de boa fé pude chegar a essa conclusão.
Há sempre que pôr algum “rigor” naquilo que se escreve, não vá dar-se o caso de as “teorias vagas” prejudicarem as “ideias concretas” e, assim, fazerem-nos crer que tudo não passa afinal de “politiquices”.
Depois, a chefe de gabinete do actual Presidente da Câmara tem um momento de exortação: “Deixemo-nos de politiquices e vamos passar a ser “políticos”, com rigor e honestidade, agir em conformidade com a vontade da população que nos elege e tornar as Assembleias Municipais e outras reuniões do género, em locais de debate produtivo, e não de teorias vagas, com ideias concretas que tragam progresso ao Concelho de Sesimbra.”
Vendo um “bom sinal” na continuidade que verifica existir no orçamento de 2006, a articulista considera não ser “aceitável, muito menos compreensível”, “deitar fora” projectos que, apesar de quem os pensou, tenham validade para o desenvolvimento do concelho.
E prossegue: “Talvez por terem sido partes integrantes num Orçamento, como neste o foram, as restantes forças políticas representadas no executivo desta edilidade o tenham votado favoravelmente, de forma unânime. Ou apenas por estarem de acordo com o mesmo! Muito mais correcto teria sido a actuação, de forma idêntica, dos deputados municipais do PS.”
Apesar de extensas, as citações impõem-se por uma questão de transparência e para que os cibernautas possam formar o seu próprio juízo.
Tal como estão enunciadas, as palavras da Dr.ª Sandra Rodrigues de Carvalho – que se referem a uma “actuação, de forma idêntica” – poderiam bem levar-nos a crer que os deputados municipais do PS não votaram favoravelmente o orçamento camarário para 2006. A verdade é que o aprovaram.
Não acredito que a chefe de gabinete do Arquitecto Augusto Pólvora tenha querido, em algum momento, faltar à verdade. Se bem interpreto o que disse, limitou-se, embora de modo pouco claro, a fazer um juízo, nada benevolente, das intenções subjacentes ao sentido do voto socialista. Seja como for, confesso que só com alguma hermenêutica e a necessária dose de boa fé pude chegar a essa conclusão.
Há sempre que pôr algum “rigor” naquilo que se escreve, não vá dar-se o caso de as “teorias vagas” prejudicarem as “ideias concretas” e, assim, fazerem-nos crer que tudo não passa afinal de “politiquices”.

9 Comentários:
Nos meus tempos, gastei muita hermenêutica, lá isso gastei. Mas aqui o que parece é que a senhora contempla a realidade apenas com um olho que, de tanto forçar, acaba por ficar vermelho...
O senhor Martins ainda é mais ingénuo do que eu, se pensa que o seu blogue é visto por alguém do gabinete do senhor Presidente.
Conhece as estatuetas dos macacos? Um não vê, outro não ouve. Mas o terceiro fala. E escreve...
Sr. Pedro Martins, que grande azia!
Nem queira saber! O meu Benfica, volta e meia, prega-me destas partidas. Primeiro foi só tiros na água, na batalha naval,e agente a ver o campeonato a ir por água abaixo. Agora este tiro no porta-aviões! Verdade se diga que o árbitro não esteve bem.
Mas olhe, tenho cá uma grande fezada quanto à Liga dos Campeões. A mim ninguém me tira que vamos a Barcelona fazer gato sapato do Deco e do Ronaldinho!
Ó se vamos!
"a gente", e não "agente", como é evidente...
Caro Pedro Martins realmente são as politiquice por vezes que não deixam muito espaço de manobra para nos debruçarmos sobre o que é realmente importante .
E neste blog já foram abordados temas interessantes mas ...
Caro cliente miúdo,
Tem alguma razão na observação que nos faz, e que agradeço.
Simplesmente, este blogue é feito ao sabor da nossa inspiração e dos estímulos que nos chegam de fora. Fora certos dossiês de natureza cultural, não há propriamente uma programação daquilo que escrevemos. Estamos atentos à realidade de Sesimbra e vamos ao sabor dos Ventos.
Nas últimas semanas terá havido neste blogue alguma inflação de temas políticos, mas isso não é culpa nossa. Estamos sempre atentos ao que se passa à nossa volta e, como não achamos a actividade política nem menos importante, nem menos interessante, é natural que procuremos intervir, sempre com frontalidade, coisa que às vezes parece incomodar alguns leitores.
Em todo o caso, estou em crer que o "Sesimbra e Ventos" se tem pautado por uma grande diversidade de temas que não são estritamente políticos. Veja as abordagens linguísticas e futebolísticas do António Cagica Rapaz, e os apontamentos do quotidiano, sesimbrense ou não, que todos nós, uns mais do que outros, aqui vamos deixando. E veja que o número diário de "posts" tem vindo a aumentar...
Esperamos continuá-lo a ter entre os nossos clientes mais fiéis, caro cliente miúdo. Porque o meu amigo já é da casa.
Até breve.
Eh pá, antes do Amadeu Penim, o Jornal de Sesimbra era claramente PS, durante o mandato do A.Penim pelo menos o primeiro era claramente PS, entretanto zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades e já não liamos o Jornal de Sesimbra como o boletim municipal, e algumas verdades começaram a ser escritas. Agora está virado para a CDU??? Então e a Vanda Pinto, não é do Sesimbrense?? Grande salganhada, já compraram todos os orgãos de c.s. do concelho.
Segundo ouvi comentar no jardim, a Vanda Pinto tinha contrato com o Sesimbrense com direito de opção. Mas teve actuações tão apreciadas por outro clube que no dia 9 de Outubro assinou contrato com esse clube por quatro épocas.
Estou a vender pelo preço que comprei, não sou o Zé Veiga nem o Pinto da Costa. Bobby, Tareco!!
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