Diário em Sesimbra (18)
EREMITÉRIO OU TALVEZ NÃO
Gostaria de pensar que se trata apenas da residência de um eremita, como as que noutros tempos povoavam serras ermas, locais de despojamento e de iluminação interior. Mas não creio que seja essa a realidade daquela casa improvisada numa gruta ou furna, localizada à saída de Sesimbra, numa das curvas que antecedem a chegada ao Facho de Santana, na encosta de Argéis. Quem lá mora creio que não terá sequer o estatuto de sem-abrigo, pois abrigo encontrou naquelas penhas, por opção ou por necessidade.
Hoje passei por lá, no automóvel, devagar. Saía fumo - sinal de vida - daquele buraco para que sobe uma escada de cimento improvisada.
Lembrei-me do abismo social que se vai cavando em Portugal, onde os pobres, apesar de vivos, descem à miséria e os ricos se enterram em dinheiro, autismo e soberba.
Gostaria de pensar que se trata apenas da residência de um eremita, como as que noutros tempos povoavam serras ermas, locais de despojamento e de iluminação interior. Mas não creio que seja essa a realidade daquela casa improvisada numa gruta ou furna, localizada à saída de Sesimbra, numa das curvas que antecedem a chegada ao Facho de Santana, na encosta de Argéis. Quem lá mora creio que não terá sequer o estatuto de sem-abrigo, pois abrigo encontrou naquelas penhas, por opção ou por necessidade.
Hoje passei por lá, no automóvel, devagar. Saía fumo - sinal de vida - daquele buraco para que sobe uma escada de cimento improvisada.
Lembrei-me do abismo social que se vai cavando em Portugal, onde os pobres, apesar de vivos, descem à miséria e os ricos se enterram em dinheiro, autismo e soberba.

4 Comentários:
No início da fuga para a caverna, este sesimbrense vivia dos medronhos que apanhava na Serra da Arrábida que moinha com azeite que "encontrava" nas vivendas em redor.
Os moradores deram a volta à questão: pagam-lhe para tomar conta das casas quando estão fora.
Quem já visitou a caverna acha-a acolhedora, muito arrumada e limpa.Já foi objecto de várias reportagens jornalisticas, incluindo televisivas. O "Papeleiro", como é conhecido, vem cada vez mais à Vila, para fazer o gosto à zagaia e à lingua, pois é um falador nato.
Como dirá o outro "É Kádacasa"!
Ó Dona Urban@, mais respeitinho por essa verdadeira instituição que é o Ká dacasa.
Se não, à volta Kátespero...
Ó Dona Urban@, mais respeitinho por essa verdadeira instituição que é o Ká dacasa.
Se não, à volta Kátespero...
Venham eles, Kantes são? Kantes são? Não tenho medo de ninguèm!
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