Um poema para as Chagas
Sacratíssimas Chagas, neste escuro
Tempestuoso mar da humana vida,
Qual alma dos seus ventos combatida
Não se recolhe em vós, porto seguro?
Em vós tem dia claro, o ar tem puro,
Sem névoa que do Sol a vista impida*,
Firme quietação com gosto unida,
Livre de tal naufrágio bravo e duro.
S’eu isto sei, que tardo um só momento
Em recolher-me (ah vãos impedimentos)
Em vós, que por salvar-me estais abertas?
Ah santas Chagas, chegue a salvamento
Rompendo inchadas ondas, bravos ventos,
Quem tem em vós as esperanças certas!
Diogo Bernardes
* impeça.
Tempestuoso mar da humana vida,
Qual alma dos seus ventos combatida
Não se recolhe em vós, porto seguro?
Em vós tem dia claro, o ar tem puro,
Sem névoa que do Sol a vista impida*,
Firme quietação com gosto unida,
Livre de tal naufrágio bravo e duro.
S’eu isto sei, que tardo um só momento
Em recolher-me (ah vãos impedimentos)
Em vós, que por salvar-me estais abertas?
Ah santas Chagas, chegue a salvamento
Rompendo inchadas ondas, bravos ventos,
Quem tem em vós as esperanças certas!
Diogo Bernardes
* impeça.

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