sábado, junho 10, 2006

OUVIR AS NOTÍCIAS FAZ MAL AO CORAÇÃO

por Elísio

O Primeiro-Ministro da Dinamarca, Rasmussen, perdeu o direito do Estado em limitar a inseminação artificial. Portanto, qualquer pessoa susceptível de engravidar, pode fazê-lo sem entrar em relação com ninguém, por causa disso, ou especificamente para isso. Não pensemos apenas nos casos cada vez menos anormais, como as mulheres homossexuais ou as mulheres provisoriamente sozinhas. A «Natureza» não a podemos ver com os olhos das abelhas. Também não se pode dizer que não houve consentimento. Quem doou o sémen aos hospitais, consentiu nisso. Quem sucumbe ao pecado de Onan pode juntar ao sentimento de culpa, um outro, engraçado, de desperdício económico… eis o pesadelo.

Em Portugal, o Presidente, numa “atitude conservadora” segundo os doutos de um lado, travou uma Lei que nos obrigava a um certo tipo de participação política, como, em tempos, Sousa Franco propôs o voto obrigatório.

Embora cada vez haja mais desconfiança a nível das instituições políticas, onde os mais altos representantes, a nível mundial, são abertamente mentirosos, cada vez mais a oligarquia existente dentro da Democracia se inclina para o seu lado tirânico. Diz-se que o Tirano – porque não é amado – inveja o Filósofo e, por isso, o convida para Conselheiro. Ora este é mais um ponto em que o Filósofo falha, como o demonstrou a polémica entre os filósofos Leo Strauss e Kojéve, que era funcionário das Comunidades Europeias e comunista. O desejo de reconhecimento é demasiado grande no Filósofo para pretender aconselhar um Tirano imoral. E a moral, seja lá o que for, não é o que pensa a maioria de cidadãos, num momento. A Liberdade é anterior à Democracia e o verdadeiro, ao falso.

Se o Parlamento pode transformar o Homem em Mulher e vice-versa (ou versa-vice), não o pode fazer, por exemplo, por mais que a Ciência reinvente a roda quadrada, para conceder o direito ao Homem sozinho de engravidar. Ou melhor: poder, pode, mas não ao sabor da Imaginação que, no Poder, mata, como o demonstrou Hitler. Eis a vaidade.

Dizem que a atitude psicológica da Extrema-Direita, nos seus tempos de juventude, é como um sonhar acordado, tem a força da Poesia épica e a de uma vertigem. Ora a extrema-esquerda está a sonhar com um admirável Mundo Novo, aqui e agora, julgando que Amahdinejad, Chávez, Lula da Silva e Evo Morales são todos da mesma equipa, que vem aí a Revolução mundial, onde se abana tudo e não interessa o que fica depois.

É como um domingo chato de uns meninos-ricos, que fazem umas asneiras e o pai paga a conta depois. Uns cairão na cilada, como em 25 de Novembro de 1975 e ficarão na memória para ser recordados pelos camaradas alcoólicos que nem sequer os conseguem encarar. Outros sobreviverão nesta selecção do mais forte em que a Tirania nos largou como na caça à raposa. Os olhos da Raposa, vêem melhor os casacas-vermelhas.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

O pior são os vira-casacas...

10:36 p.m.  

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