segunda-feira, julho 10, 2006

Curtas (49)

As coisas como elas são

Antes (e depois) do Portugal – Inglaterra, a imprensa britânica disse da selecção das quinas o que Maomé nunca ousou afirmar do toucinho, no que viria a ser acompanhada pela sua congénere gaulesa. Mas, naquele jogo, foi apenas Wayne Rooney que acabou expulso, com um cartão vermelho directo, sabemos todos porquê. O britânico Hargreaves, não obstante ter visto um cartão amarelo nessa partida, foi considerado o melhor jogador em campo. No jogo com a Holanda, se a memória me não atraiçoa, Maniche, autor do único golo do prélio, só não mereceu igual distinção por ter visto… um cartão amarelo. Zidane, ontem expulso com um cartão vermelho directo – sabemos todos porquê –, é-nos hoje apresentado pela sereníssima FIFA como o melhor jogador do Mundial da Alemanha. Entretanto, o bando dos turras portugas, essa horda flibusteira que espalhou ardis e pancadaria pelos relvados teutónicos, mereceu do público votante o título de equipa com o futebol mais atractivo. Querem que repita?

7 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Não, Pedro, não vale a pena! Repetir repetiu, até à exaustão, a "isenta" TV alemã, os lances que todos viram à primeira e, segundo consta, por "sugestão" da FIFA, omitiu a repetição de muitos lances polémicos!
Futebol, mentiras e vídeo...

6:58 p.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Caro Impaciente,

Ainda bem que a FIFA zela por nós. Sabe-se lá as zaragatas que para aí viriam, por causa de uns homens a correr atrás de uma bola. Bem avisados andaram. Assim, é um descanso!

7:08 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Abensuado? Só se a temperatura estiver muito alta! A jogar a passo só sua quem jogar com camisola interior de lã!

11:06 p.m.  
Blogger A.Teixeira said...

A coisa cá andava entalada mas permita-me, meu caro Pedro Martins, aproveitar a sua caixa de comentários e o seu magnífico post que traduz quase totalmente a minha auto-censura por me ter deixado iludir pela enésima vez com estas coisas de futebol...

É evidente que às suas, posso eu juntar outras tantas incongruências e os meus amigos comentadores nesta caixa ainda mais algumas - especialmente as saídas da memória infindável do António Cagica.

Mas a minha ilusão acabou no segundo do penálti de Ricardo Carvalho. Em jogos desta categoria, mais do que os passes em profundidade, os penáltis é que são de precisão cirurgica.

E tenho que tirar o chapéu à forma como a equipa italiana nesses momentos, apesar de malquista, não se deixa impressionar por isso, como mais uma vez aconteceu nesta final.

Como tinha acontecido também na meia final do Euro 2000, contra a Holanda onde se arranjaram 2 (dois) penáltis para ver se a Holanda (país organizador) ia em frente até à final. Falhou.

É por isso que considero a Itália melhor que Portugal. É por isso que os aceito como Campeões do Mundo. A Itália são os sacanas em campo que dão a volta às sacanices montadas à volta dele...

12:14 a.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Caro A. Teixeira,

Muito provavelmente, tem toda a razão... É bem visto.

7:47 a.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Não devemos, porém, com isto esquecer o brinde aos italianos do penalty contra a Austrália...

8:13 a.m.  
Blogger A.Teixeira said...

Caro Pedro Martins:

Tem toda a razão com o episódio do penalty do Itália-Austrália. Afinal, a Itália pertence a um círculo de poder mais concêntrico do que a Austrália, relegada para os arredores. Isso também se verifica a nosso favor num Portugal-Irão.

A porca torce o rabo é quando nos aproximamos dos quartos e das meias finais destas competições, onde há que fazer distinções e a Itália (como Portugal) está sempre no grupo dos não distinguidos.

Ninguém, intelectualmente honesto, consegue desmentir que, sendo a bola esférica, nunca poderá ter a esfericidade suficiente para deixar a Turquia bater o Brasil e chegar à Final de um Campeonato do Mundo...

E o incentivo às vitórias italianas talvez sejam a menos má forma de protesto contra esses arranjos...

3:11 p.m.  

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