Curtas (51)
Uma tragédia
Ficou agora a saber-se que, este ano, 46% dos alunos do 9.º ano de escolaridade reprovaram nas provas nacionais da disciplina de Português. No ano passado, a percentagem de chumbos havia sido de 23%. Ou seja, de 2005 para 2006 verificou-se um aumento para o dobro. Pode parecer uma notícia, posto que seja uma má notícia. Mas, muito para além do que respeita ao insucesso escolar, é simplesmente uma tragédia. E nacional.
Ficou agora a saber-se que, este ano, 46% dos alunos do 9.º ano de escolaridade reprovaram nas provas nacionais da disciplina de Português. No ano passado, a percentagem de chumbos havia sido de 23%. Ou seja, de 2005 para 2006 verificou-se um aumento para o dobro. Pode parecer uma notícia, posto que seja uma má notícia. Mas, muito para além do que respeita ao insucesso escolar, é simplesmente uma tragédia. E nacional.

6 Comentários:
Trajédia? Eu paçei!!!
A prufeçora é que dezistiu!
Não me parece que grandes culpas possam aqui ser assacadas aos professores. O problema tem raízes muito mais profundas...
Peço desculpa mas penso que a generalidade dos Portugueses mais novos não sabem o que significa "tragédia" e muito menos o significado de "nacional". Portanto, as conclusões são fáceis. Penso eu.
Recordo, sem ser saudosista, o tempo das reguadas. Talvez façam falta. Quem sabe?
Talvez faça falta algo que os professores podem tentar mas, sem a ajuda dos encarregados de educação, é difícil que consigam: o amor pela leitura.
Com menos TV e mais livros imagino que os resultados seriam diferentes!
O Impaciente pôs o dedo numa das feridas. O Farol noutra, muito embora, com reguadas, pode não haver maneira de essa ferida sarar.
Impaciente: ler, ler, ler, é, com efeito, remédio antigo e santo. É a basezinha. Mas a verdade é que, muitas vezes, quanto a isto, tudo claudica na família, que é onde começa a Educação.
Farol: sou do tempo das últimas reguadas, que se deram nos primeiros anos pós-25 de Abril, pelo menos na republicaníssima escola onde fiz a instrução primária. Não recomendo o método. Mas reconheço que há hoje falta de autoridade nas escolas. E sem ela não há disciplina e sossego, que é coisa fundamental para quem ensina e para quem aprende. Mas não confundo autoridade com autoritarismo. Sou pela liberdade com responsabilidade.
Já agora, e em jeito de nota breve ao "facilitismo" verberado pelo meu sócio, não creio que seja pelo vocábulo que o gato vá às filhós. Mas que se dão demasiadas facilidades, lá isso dão...
Não vi o exame. Nem sei o que ocasionou tamanho descalabro. Mas corrigi provas de aferição e deu para perceber que ensinar "alhos" e avaliar "bugalhos" não resulta bem. Nas provas que corrigi a grande maioria dos alunos acertou nos "alhos" e errou nos "bugalhos". Não que não estivessem ao seu alcance. Não estavam era habituados a vê-los assim.
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