Curtas (53)
Silêncio
No pequeno (mas valioso) Museu da Música, em Lisboa, exibe-se, entre outras preciosidades, um piano que Liszt trouxe de França, em 1845, e no qual tocou durante a sua estada na capital portuguesa. Estando ao lado de dois instrumentos do mesmo género, nada, porém (se a vista e a atenção me não atraiçoaram), o identifica na sua mítica singularidade. E, se bem percebi, o mesmo se passa com um violoncelo que pertenceu à grande Suggia. Pude constatar isso mesmo ontem, pela manhã. E só graças à informação que me foi dada pela vigilante da sala logrei descobrir o célebre piano da predilecção do compositor dos “Estudos de Execução Transcendental”. Custa a crer que em casa assim dedicada à musa Euterpe o silêncio se revele, por vezes, tão tristemente eloquente.
No pequeno (mas valioso) Museu da Música, em Lisboa, exibe-se, entre outras preciosidades, um piano que Liszt trouxe de França, em 1845, e no qual tocou durante a sua estada na capital portuguesa. Estando ao lado de dois instrumentos do mesmo género, nada, porém (se a vista e a atenção me não atraiçoaram), o identifica na sua mítica singularidade. E, se bem percebi, o mesmo se passa com um violoncelo que pertenceu à grande Suggia. Pude constatar isso mesmo ontem, pela manhã. E só graças à informação que me foi dada pela vigilante da sala logrei descobrir o célebre piano da predilecção do compositor dos “Estudos de Execução Transcendental”. Custa a crer que em casa assim dedicada à musa Euterpe o silêncio se revele, por vezes, tão tristemente eloquente.

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