ANTÓNIO SOARES
Conheci o António Soares na Faculdade de Direito de Lisboa, a meio do curso, no início dos anos 90. Desde então ficámos amigos certos, ainda que a nossa amizade, pouco cultivada, se tenha ressentido, durante anos, da distância no espaço e, com ele já em Lisboa, da falta de tempo. O António Soares é magistrado, abraçou a carreira do Ministério Público, está, por assim dizer, sujeito a um certo grau de nomadismo, e tempos houve em que não sabia dele, só o encontrando, ocasionalmente, nalgum tribunal da província.
Transmontano da melhor cepa, inteireza é palavra que basta para o definir. O António Soares é de Sabrosa, capital do pequeno termo que deu Miguel Torga ao mundo. Há meses, encontrámo-nos, por acaso, num café de Lisboa, e o António tinha consigo, acabados de chegar do “Reino Maravilhoso”, alguns exemplares de uma monografia que escrevera sobre o seu concelho. Logo ali me dedicou um desses livros. A obra, já em segunda edição, intitula-se “Sabrosa – Da Pré-História à Actualidade”, e resulta de um estudo pioneiro que o António, com paixão, consagrou, ao longo de décadas, às coisas da sua terra.
Há dias, o António ligou-me. Com o movimento judicial, estava de abalada para Amarante, a pequena cidade mágica de Teixeira de Pascoaes e António Carneiro, de Amadeo de Souza-Cardoso e Agustina Bessa-Luís, lugar sagrado na minha pátria espiritual. E ditou-me, pelo telefone, o poema (de feição autobiográfica) que acabei de publicar na entrada anterior. Hoje mesmo, já à beira do Tâmega, junto ao monumento a Pascoaes, voltou a ligar-me. Espero que, nas próximas horas, venha espreitar o “Sesimbra e Ventos”. Porque o António passa a fazer parte desta companha, e, mesmo à distância de meio país, vai ficar entre nós. Com o António, há-de chegar a vindima. E logo depois o Outono. E os ventos que soprarem do Marão hão-de trazer as folhas soltas, fazê-las pousar nestas páginas, dar nova cor ao ecrã.
Transmontano da melhor cepa, inteireza é palavra que basta para o definir. O António Soares é de Sabrosa, capital do pequeno termo que deu Miguel Torga ao mundo. Há meses, encontrámo-nos, por acaso, num café de Lisboa, e o António tinha consigo, acabados de chegar do “Reino Maravilhoso”, alguns exemplares de uma monografia que escrevera sobre o seu concelho. Logo ali me dedicou um desses livros. A obra, já em segunda edição, intitula-se “Sabrosa – Da Pré-História à Actualidade”, e resulta de um estudo pioneiro que o António, com paixão, consagrou, ao longo de décadas, às coisas da sua terra.
Há dias, o António ligou-me. Com o movimento judicial, estava de abalada para Amarante, a pequena cidade mágica de Teixeira de Pascoaes e António Carneiro, de Amadeo de Souza-Cardoso e Agustina Bessa-Luís, lugar sagrado na minha pátria espiritual. E ditou-me, pelo telefone, o poema (de feição autobiográfica) que acabei de publicar na entrada anterior. Hoje mesmo, já à beira do Tâmega, junto ao monumento a Pascoaes, voltou a ligar-me. Espero que, nas próximas horas, venha espreitar o “Sesimbra e Ventos”. Porque o António passa a fazer parte desta companha, e, mesmo à distância de meio país, vai ficar entre nós. Com o António, há-de chegar a vindima. E logo depois o Outono. E os ventos que soprarem do Marão hão-de trazer as folhas soltas, fazê-las pousar nestas páginas, dar nova cor ao ecrã.

1 Comentários:
Bem vindo António Soares.
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