Uma história edificante
Abreviadamente, contei há pouco esta história, num comentário posto na minha “curta n.º 64”. Por ser edificante, aqui a desenvolvo.
Um dia, Fernando Lopes-Graça prestava provas, no Conservatório, perante Luís de Freitas Branco. O último foi, provavelmente, o maior compositor português do século XX. O primeiro, seguramente um dos maiores.
Nesse dia, agentes da polícia política dirigiram-se ao Conservatório, para prender Lopes-Graça. Pretendiam fazê-lo de imediato, interrompendo o exame. Freitas Branco opôs-se com firmeza, invocando a sua soberania sobre a sala onde se encontrava com o seu discípulo. Os polícias tiveram de esperar pelo fim da prova. Só então, no corredor, prenderam Lopes-Graça.
Com amargura, Luís de Freitas Branco, referindo-se aos polícias, terá, então, desabafado para alguém: “Estes senhores têm do génio do meu aluno a mesma consciência que a minha égua tem das obras de Shakespeare.”
Um dia, Fernando Lopes-Graça prestava provas, no Conservatório, perante Luís de Freitas Branco. O último foi, provavelmente, o maior compositor português do século XX. O primeiro, seguramente um dos maiores.
Nesse dia, agentes da polícia política dirigiram-se ao Conservatório, para prender Lopes-Graça. Pretendiam fazê-lo de imediato, interrompendo o exame. Freitas Branco opôs-se com firmeza, invocando a sua soberania sobre a sala onde se encontrava com o seu discípulo. Os polícias tiveram de esperar pelo fim da prova. Só então, no corredor, prenderam Lopes-Graça.
Com amargura, Luís de Freitas Branco, referindo-se aos polícias, terá, então, desabafado para alguém: “Estes senhores têm do génio do meu aluno a mesma consciência que a minha égua tem das obras de Shakespeare.”

1 Comentários:
A égua não era filha de um puro-sangue inglês...
Quanto aos agentes da PIDE a origem dos mesmos é completamente desconhecida. O mesmo se aplica ao destino!
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