Eles lá sabem
No “Raio de Luz” de Fevereiro último, Esequiel Lino, centrando-se na reunião da Assembleia Municipal realizada na Cotovia, começa o seu artigo de opinião enaltecendo os quatro animais que tem em casa, para o terminar verberando três pessoas “com a mesma filiação partidária”, duas das quais membros daquele órgão. Na sua versão dos acontecimentos, os referidos, que, acrescente-se, são militantes do Partido Socialista, em dada altura da reunião “estiveram apenas interessados nas conveniências dos seus feudos em vez de pugnarem pelo bem de todos, ressuscitando assim os velhos “fantasmas” que o fascismo sempre valorizou: dividir para reinar.”
Não dois, mas todos os deputados municipais do PS são visados pela Dr.ª Sandra Rodrigues de Carvalho, na coluna que assina no último “Jornal de Sesimbra”. Como ontem aqui alvitrei, a chefe de gabinete do Arquitecto Pólvora não terá presumivelmente gostado da motivação com que aqueles autarcas votaram o orçamento camarário para o ano em curso.
Começa a torna-se patente o assestar de baterias empreendido sobre a segunda força mais votada nas últimas eleições autárquicas, quer para a câmara, quer para a assembleia, a uma distância mínima da primeira.
Talvez nesta vitória de Pirro, e na intranquilidade que ela acaba por gerar, se encontre a chave para a compreensão do fogo cerrado que, de súbito, parece ter-se abatido sobre os deputados municipais do PS.
É bem certo que a grande maioria das matérias sujeitas à apreciação do órgão deliberativo não suscita qualquer divisão. Mas um número contado de documentos importantes – e o orçamento é um deles –, bem como certos pontos agendados nalguns períodos antes da ordem do dia, são motivos para as ondas se encapelarem. Esequiel, pelo menos, sabe bem que assim é. A conquista da Assembleia, pela oposição, em 1989, foi o prelúdio à sua saída de cena. Daí que, mesmo para um observador imparcial, não se afigure particularmente inteligente este acirrar de ânimos em que os comunistas parecem empenhados. Mas eles lá sabem…
Não dois, mas todos os deputados municipais do PS são visados pela Dr.ª Sandra Rodrigues de Carvalho, na coluna que assina no último “Jornal de Sesimbra”. Como ontem aqui alvitrei, a chefe de gabinete do Arquitecto Pólvora não terá presumivelmente gostado da motivação com que aqueles autarcas votaram o orçamento camarário para o ano em curso.
Começa a torna-se patente o assestar de baterias empreendido sobre a segunda força mais votada nas últimas eleições autárquicas, quer para a câmara, quer para a assembleia, a uma distância mínima da primeira.
Talvez nesta vitória de Pirro, e na intranquilidade que ela acaba por gerar, se encontre a chave para a compreensão do fogo cerrado que, de súbito, parece ter-se abatido sobre os deputados municipais do PS.
É bem certo que a grande maioria das matérias sujeitas à apreciação do órgão deliberativo não suscita qualquer divisão. Mas um número contado de documentos importantes – e o orçamento é um deles –, bem como certos pontos agendados nalguns períodos antes da ordem do dia, são motivos para as ondas se encapelarem. Esequiel, pelo menos, sabe bem que assim é. A conquista da Assembleia, pela oposição, em 1989, foi o prelúdio à sua saída de cena. Daí que, mesmo para um observador imparcial, não se afigure particularmente inteligente este acirrar de ânimos em que os comunistas parecem empenhados. Mas eles lá sabem…

8 Comentários:
Bobby, Tareco....ataca!!
É enternecedor ver alguém, assim, publicamente, mostrar tanto amor pelos seus bichinhos de estimação.
Só um coração nobre, uma alma imaculada, de tanto seria capaz.
E o homem estava, generosa e desapegadamente, disposto a regressar à Câmara, com os animaizinhos pela trela.
Azar! Os seus amigos de partido podem não ter cães ou gatos.
Mas o que não são é burros...
Anónimo 10.02 AM, parabéns, belíssima intervenção.
Al Mocreve zoológico,
Bonito texto, sim senhor, com o mérito de reconhecer que a rapaziada do PC não dorme em serviço. Pode-se dizer muita coisa, mas parvos não são, é verdade.
Diga-me cá uma coisa, esse Al Moinho que anda por aí é família?
Caro anónimo 1.12 Pm,
Ainda bem que me faz essa pergunta porque me permite esclarecer que não conheço esse tal Al Moinho.
Presumo que seja gente do campo, ali do lado da Aldeia dos Gatos.
Ou então das Caixas, daquela gente do Joaquim do Moinho, não sei.
Seja como for, é parceiro simpático, acho até saudável esta espécie de taco-a-taco nesta galhofa pegada.
Venham mais cinco, traz outro amigo também. Se não, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada.
Tenho pena de que andes perdido em políticas autárquicas, hospitalares e luso-filosóficas.
Ou não andas?
Não percas mais o teu tempo.
Cheira-me que este PM das 7.07 deve ser o Peido Mestre.
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