Perdidos & Achados (1)

Das “Horas de Luta” de Guerra Junqueiro, aqui vos deixo uma breve página em que o grande poeta da “Pátria” propugnava, logo após a implantação da República, pela conservação da bandeira azul e branca, no que viria a ser acompanhado por Sampaio Bruno. Mas o curso da história foi outro…
____________________________________
A nova bandeira
A bandeira Nacional é a idealidade duma raça, a alma dum povo, traduzida em cor. O branco simboliza inocência, candura unânime, pureza virgem. No azul há céu e mar, imensidade, bondade infinita, alegria simples. O fundo da alma portuguesa, visto com os olhos, é azul e branco.
Desse fundo saudoso, de harmonia clara, de lirismo ingénuo, ressalta, estudai-o bem, o brasão magnânimo: em campo de heroísmo… vermelho ardente, sete castelos fortes inexpugnáveis, cinco quinas sagradas e religiosas, e à volta, num abraço bucólico, duas vergônteas de louro e de oliveira. É o escudo marcial e rural dum povo cristão de lavradores, que, semeando, orando e batalhando, organizou uma pátria. A coroa, que foi do escudo o fecho harmonioso, converteu-se há mais de dois séculos numa nódoa sinistra. Rajadas de aurora limparam-na ontem para sempre. O nobre estandarte não tem mancha. Glorifiquemos o escudo, coroemo-lo de novo com diadema épico de estrelas: estrelas de sangue e estrelas de oiro, estrelas que cantem e que alumiem. Substitua-se apenas o borrão infame por um círculo de astros imortais.
Barca-de-Alva, 13 de Outubro de 1910.
Guerra Junqueiro
A bandeira Nacional é a idealidade duma raça, a alma dum povo, traduzida em cor. O branco simboliza inocência, candura unânime, pureza virgem. No azul há céu e mar, imensidade, bondade infinita, alegria simples. O fundo da alma portuguesa, visto com os olhos, é azul e branco.
Desse fundo saudoso, de harmonia clara, de lirismo ingénuo, ressalta, estudai-o bem, o brasão magnânimo: em campo de heroísmo… vermelho ardente, sete castelos fortes inexpugnáveis, cinco quinas sagradas e religiosas, e à volta, num abraço bucólico, duas vergônteas de louro e de oliveira. É o escudo marcial e rural dum povo cristão de lavradores, que, semeando, orando e batalhando, organizou uma pátria. A coroa, que foi do escudo o fecho harmonioso, converteu-se há mais de dois séculos numa nódoa sinistra. Rajadas de aurora limparam-na ontem para sempre. O nobre estandarte não tem mancha. Glorifiquemos o escudo, coroemo-lo de novo com diadema épico de estrelas: estrelas de sangue e estrelas de oiro, estrelas que cantem e que alumiem. Substitua-se apenas o borrão infame por um círculo de astros imortais.
Barca-de-Alva, 13 de Outubro de 1910.
Guerra Junqueiro

15 Comentários:
A nova bandeira?
Afinal, também aderiste ao concurso das mentiras. Quem desdenha...
Um bocadinho de boa-fé e menos maldicência não te ficaria mal.
Ó Senhor Pedro Martins, este cavalheiro sem nome das 5:29 deve padecer de iliteracia, ou então pretende provocar-vos a todo o custo. Não liguem, não respondam, que esta gente só se enterra a cada passo que dá. Os outros vossos leitores, os que são dignos desse nome, sabem distinguir o trigo do joio. Mas que a memória de Junqueiro merecia algum respeito, lá isso merecia. Esta gente não respeita nada, nem ninguém.
Quem não sabe ler, também não sabe escrever. É maledicência, e não maldicência, que se escreve. Vê-se logo de onde é que isto vem. Sem o corrector do "Word", a desgraça é completa...
Ninguém ofende o Homem que veio de (Freixo de) Espada à Cinta e que, quando a desembainhou, transformada em pena, foi para acabar com a Monarquia!
As obras que assinou fazem dele um dos maiores (e mais intervenientes!) poetas da nossa Língua!
Então não acham que o poeta já era do FCP?
Essa, sim, é ofensiva para a memória de alguém que odiava os "donos" do Porto: os ingleses!!!
"Ó cínica Inglaterra, ó bêbeda impudente, / Que tens levado, tu, ao negro e à escravidão? / Chitas e hipocrisia, evangelho e aguardente, / Repartindo por todo o escuro continente / A mortalha de Cristo em tangas d'algodão."
Obrigado pela ajuda, "allegro molto"!
Está ilustrado o "amor" de Junqueiro pela Inglaterra!
Melhor, nem com banda desenhada!
O "anonymous" das 8.34 PM deve ter ficado esclarecido...
Se tem pensado no "CF Belenenses", tinha evitado estes "desgostos"!
Isso da bandeira azul ainda tem a ver com o estandarte da praia tão galhardamente empunhado pelo director do Sesimbrense?
Ó impaciente, é que me dizes aos dois "penaltes" de ontem?
Um do Barça foi um escândalo.
E dois, o que serão?
Serão para trabalhadores? Apresentado pelo teu amigo Artur do Gostinho?
Al azar, al catruz azul, al azar, que nada tem a ver com o "sale hasard"!
O "velho do Restelo" era um verbo (de encher) o to maz.
Ajudando à festa:
"Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural.
Oh, cos diabos!
Parece que já choveu..."
FERNANDO PESSOA
Pessoalmente, se me fosse dado escolher e fosse eu vivo em 1910, adoptaria a bandeira proposta por Junqueiro, republicano dos quatro costados: azul e branca com o escudo e a esfera armilar. O azul e o branco são as cores nacionais desde D. Afonso Henriques. O vermelho e verde são apenas símbolos políticos e nunca identitários.
A bandeira da monarquia é linda. Viva o Rei
Viva o REI Augusto (de Roma?) e a Raínha Felícia!!!Quem compõe o resto da corte? Fica o concurso. O regulamento virá depois.
Enviar um comentário
<< Home