Curtas (42)
Schumann
Acho que já não tenho compositores favoritos, ou preferidos. Ou por outra: são tantos, e tais, aqueles de que gosto muito que a escolha que fizesse, se não perdesse o sentido – ao menos perdia saliência, diluía-se na ondulação. Coisa diferente, íntima e inefável, com se fora uma força invencível, é a afinidade electiva. Assim, toda a glória a Bach, toda a fama a Mozart, toda a lenda a Beethoven. Mas é em Schumann que deposito a minha irmandade. E isto é tão certo quanto a necessidade que tive, agora mesmo, de o escrever, após nova audição do seu primeiro quarteto para cordas.
Acho que já não tenho compositores favoritos, ou preferidos. Ou por outra: são tantos, e tais, aqueles de que gosto muito que a escolha que fizesse, se não perdesse o sentido – ao menos perdia saliência, diluía-se na ondulação. Coisa diferente, íntima e inefável, com se fora uma força invencível, é a afinidade electiva. Assim, toda a glória a Bach, toda a fama a Mozart, toda a lenda a Beethoven. Mas é em Schumann que deposito a minha irmandade. E isto é tão certo quanto a necessidade que tive, agora mesmo, de o escrever, após nova audição do seu primeiro quarteto para cordas.

19 Comentários:
Ó maestro Pedro, num dia como o de hoje, quem andar à Schumann molha-se...
Está de Schumann? Do Mahler o Mendelssohn!
No Bartok há hoje Bach aberto. Todos poderão Weber. E, talvez, até tomar um Chopin?
Ele ainda Haydn me dizer que brincadeira vem a ser esta. Estou a ver-me Grieg com a conversa...
Se o Bee toven ainda fica com ciúmes...
Com ciúmes? Até fica Verdi...
Por causa do Bach aberto, por irmos Prokofiev?
Eu bem ta Bizet...
E agora que fazemos, Bella? Bar? Tok, eles abrem...
Nas suites do Bach, há por vezes uma dança que se denomina "gigue". Consta que um sesimbrense melómano gostava muito deste andamento. Um dia, num recital de violoncelo com o mítico Pablo Casals, estando já impaciente, este nosso pexito gritou, do meio da assistência, quando o mestre entrou em palco: Safa já a gigue!
Ambrósio, apetecia-me algo, talvez um ca Puccini...
Handel cá ver isto! Há para aqui uma Purcell de comentários!
Se eu soubesse que ia dar nisto, tinha citado a Ágata ou o Quim Barreiros.
Clássicos não é o meu forte.
A minha Carmen é que percebe disso, mas é muito tímida, um pouco Tosca e, se a chateio, Callas...se logo.
Se o Manuel de Falla, estás feito!
Se digo alguma asneira ainda sou julgado à Ravel...ia.
E se a Guilhermina aqui Suggia, era logo outro recital...
Fiquemos por aqui, seja este o último tango...
Tango, isso é outro Astor... Em todo o caso, receio bem que tenha faltado algum nome na Liszt...
Brahms lá embora!
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