Não há respeito
Para não destoar do tom cosmopolita e sumamente artístico registado por estas bandas nos últimos tempos, aqui vai: descobri hoje, na FNAC de Almada, que um certo escritor francês, de sua graça Pascal Quignard, escreveu um romance intitulado “Villa Amalia”. E fiquei ainda a saber da existência de um rapaz chamado Gary Cooper que é pianista de renome. Não respeitam nada nem ninguém, é o que é...
17 Comentários:
E abriste o livro? Era sobre o campo da bola?
Folheei-o durante alguns segundos. Não se tratava de uma tradução, mas da edição francesa original, cuja capa aqui reproduzo. Confesso que fiquei muito curioso sobre esta outra Villa Amalia. Vou investigar e prometo aqui dar notícias.
Não deixa de ser interessante verificar que um é que toca piano e o outro é que fala francês. Conclusão: não estamos perante gente prendada.
Tal como no filme, que no original se chama "High Noon" (vá lá a gente entender os tradutores), o Cooper terá tido o seu Bonfim. Mas se o jogo calha a ser na "Villa Amalia", outro galo cantaria. Três vezes...
Lá voltamos à velha questão do Judas, se foi ou não traidor, quando o Pedro é que negou por três vezes o Mestre antes do galo cantar.
Às tantas, temos o comboio que negou, o galo que apitou e Pedro que cantou. Todos três vezes.
Fiquemos por aqui...
Não é nada assim. Vamos lá por partes:
- Quem apitou foi o árbitro, no final desse jogo do Vitória com o Leeds. Apitou três vezes e fez a correspondente sinalética (palavra catita, ahn) com os braços, a dizer que estava tudo acabado.
- Quem cantou foi o Reggiani (entre ontem e hoje, muito mais do que três vezes).
- E eu nego ter alguma coisa a ver com esta entrada.
Primeiro, o Leeds jogou na Villa Amália.
Depois, o árbitro é que negou um golo limpo marcado com a mão.
A seguir, quem cantou foi o Júlio Silva o fado do cigano que matou o cavalo na feira da Agualva.
Cavalo esse que pertencera ao Gary Cooper.
E quem apitou foi um GNR para mandar para um autarca que, distraído, o atropelou. Remember?
Mandar parar, of course.
How can i forget?
That's all, folks!
Alter nego, atão, tás negre? Ó tás ingrejade?
The show is over. See you around.
Villa Amalia - Pascal Quignard
Ce roman nous livre le portrait d'une femme de quarante ans musicienne décidant de se détacher totalement de la vie sociale, professionnelle et sentimentale(...) en quête d'elle-même revient sur ses souvenirs, ses combats intérieurs pour mieux s'en défaire et s'ouvrir à une vie nouvelle, épurée, dans la Villa Amalia où elle se reconstruira, se retrouvera.
http://chrysalide44.free.fr/dotclear/index.php?2006/05/14/406-villa-amalia-pascal-quignard
Pelo resumo do franciu ainda pode ser o campo da bola. Estou convencida que muitas pessoas se encontram (ou reencontram) no campo da bola.
Elora,
Nunca se sabe. Nos dias que correm, o mundo está transformado num gigantesco campo da bola.
E é bem verdade que o futebol é um ponto de encontro. Numa terra pequena, como Sesimbra, isso tem muito de verdadeiro. Posso dizê-lo por experiência própria.
Mas esta "Villa Amalia", que aliás se lê "Vilámáliá" - os franceses são acentuadamente assim, que se há-de fazer? -, soa a pequena propriedade mediterrânica, algures em Itália, na Grécia ou em Chipre. Fiz uma pesquisa na Internet e reparei que o nome gira comercialmente, por essas bandas, no mundo da hotelaria.
Por cá, o que antes era a Vila Amália também vai passar por profundas transformações, com o reordenamento da Avenida...
Pois a mim traz-me horrendas recordações, das corridas de resistência nas aulas de educação física do ciclo, em que uma criancinha gorda e com asma se perde e reencontra várias vezes no espaço de 50 minutos.
Mal por mal antes o belo do hotel.
Elora,
Não podemos levar assim Amália o passado...
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