Romeu Correia, dez anos depois

Terminou hoje a Semana de Romeu Correia no “Casario do Ginjal”, passados que foram, no dia 12, dez anos sobre o seu desaparecimento. A Romeu Correia, casado com a sesimbrense Almerinda, ficou Sesimbra a dever páginas de antologia no romance “Trapo Azul”. Parece que em Almada, nos círculos oficiais, o seu nome, por ocasião da efeméride, pasme-se!, vai caindo no mais absoluto esquecimento. Será estranho, dará que pensar, mas, segundo se lê, esta é a realidade. Porém, fica-nos a consolação de o “Casario do Ginjal” o evocar de um modo exemplar, numa interessante série de entradas que hoje chega ao fim. E nós, com honra e proveito, aqui a divulgamos. Parabéns ao jornalista Luís Milheiro.

2 Comentários:
Agradeço as palavras simpáticas sobre o "Casario do Ginjal" e também sobre Romeu Correia, um grande escritor almadense, cuja obra literária fala por si.
Não tem de quê. Achei o seu blogue muito interessante. Vou procurar lê-lo regularmente.
Cacilhas e o Ginjal são uma grande janela aberta sobre Lisboa. Oferecem talvez a melhor panorâmica da cidade. Dão-nos o rosto que lhe damos a ela. E isso é muito importante.
Romeu Correia era um notável escritor (basta ver como "Trapo Azul" foi unanimente bem acolhido por críticos tão distintos como João Gaspar Simões, Mário Dionísio ou António Quadros). Por testemunhos vários que tenho recolhido (de pessoas que se situam em campos ideológicos bem diferentes daquele que era o seu), tratava-se também de um homem de uma grande nobreza. Sesimbra e a península de Setúbal devem-lhe bastante.
Em princípio, para qualquer terra deste país, ter tido um tal filho, e receber um legado literário e cívico como o que ele deixou, seria como ter um pequeno tesouro. Pelos vistos, o município de Almada tem presentemente outras preocupações, e é pena. Mas isso só torna mais saliente o mérito do seu blogue, ao evocar Romeu Correia.
Desejo-lhe felicidades.
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