sexta-feira, junho 16, 2006

SESIMBRA, RETRATO DE UMA VILA PISCATÓRIA

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Uma exposição de Denyse Gérin-Lajoie

O João já tinha dado notícia do acontecimento na véspera da inauguração. Agora, quando falta pouco mais de uma semana para o seu termo, é de justiça relembrar esta magnífica exposição de fotografia. Patente na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) até ao próximo dia 24, pode ser visitada de segunda a sábado, das 14 às 20 horas. Amanhã, pelas 15 horas, e no dia do encerramento, há visitas guiadas.

“Sesimbra, Retrato de uma vila piscatória” é o resultado dos percursos desta artista canadiana pela sede do concelho, entre 1993 e 1996. E talvez aqui se possa falar de um amor à primeira vista, seguido de longo namoro. Como a própria autora nos conta no catálogo da exposição, “foi em 1989 que, pela primeira vez, fui a Sesimbra. Intrigou-me a atmosfera que transpirava deste pequeno canto do mundo que eu via pela primeira vez. Disse então: um dia aqui voltarei para fotografar a vida de Sesimbra. Embora tenha voltado várias vezes, foi só no Outono de 1993 que, finalmente, o meu projecto se iniciou, para minha grande alegria. Durante os três anos que se seguiram, visitei a vila a diversas horas do dia, em diferentes estações do ano, fotografando as pessoas, os sítios, as diversas actividades, os gestos e os objectos. Primeiro de longe, depois em planos cada vez mais aproximados até me misturar com os pescadores e com as suas famílias, com as crianças, os habitantes, os comerciantes, com a vida que se desenrolava perante os meus olhos e a minha câmara.”

Denyse Gérin-Lajoie nasceu em Montreal, Québec, é fotógrafa, editora e comissária, e trabalha no campo da fotografia desde a década de 70. Pelo seu trabalho como editora e co-editora do magazine OVO, de 1974 a 1988, contribuiu de maneira notável para o desenvolvimento da fotografia no Québec. A revista OVO, publicada em Montreal em duas versões distintas, uma em francês e outra em inglês, era uma publicação sui generis, que adquiriu reputação internacional pela sua qualidade gráfica e pela escolha dos seus temas. Após 1988, Denyse Gérin-Lajoie dedicou-se quase exclusivamente ao seu trabalho fotográfico. Em 1990 passou a residir em Lisboa, onde ainda vive em alternância com Montréal. Várias das suas obras fazem parte de colecções públicas e privadas e foram expostas no Canadá, nos Estados Unidos, em França e em Portugal.

Já agora, e sem custos adicionais, aqui deixo uma sugestão mais a todos os interessados. Nas imediações da SNBA ficam a renovada, dinâmica e mui prestigiada Cinemateca Portuguesa (no dia 24, pelas 19h00, exibe-se o lendário filme “A Paixão de Joana d’Arc”, de Carl Dreyer, na Sala Dr. Félix Ribeiro) e a Casa-Museu da Fundação Medeiros e Almeida, onde se guarda uma notável colecção de arte. Talvez seja de considerar uma bela tarde de sábado, passada neste triângulo da Barata Salgueiro.

3 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

A imagem da nossa terra está tão doente, arrasta-se na incaracterização e no gosto duvidoso.
Para se erguer, só se for com a ajuda de canadianas...

7:17 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

...muletas...para os mais distraídos!
Denyse já merece uma exposição cá ou outro mérito qualquer. Há cerca de 10 anos conhcecia num Festival do Mar e o seu amor, espanto e deslumbre por Sesimbra eram evidentes nos seus olhos e nas suas palavras. Falta-nos um bocadinho...assim!
Já nos vai custando ver Sesimbra com outros olhos!

12:02 p.m.  
Blogger Pedro Martins said...

Leitor que assina Cegueta,

Ao que julgo saber, Denyse irá expor em Sesimbra brevemente.

1:00 p.m.  

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