Um tostãozinho para o Santo António
Estou sem queda para as quadras, mas mal ficava ao único alfacinha de gema deste blogue que não desse um tostãozinho para o Santo António. Assim, convidei para a nossa festa um outro lisboeta, este homem de génio, mundialmente afamado, que também nasceu no dia de hoje. E era igualmente António, como o nosso Rapaz. Mas antes disso era Fernando, e no fim era Pessoa. Eis a quadra que ele me enviou:
Santo António de Lisboa
Era um grande pregador,
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.
Fernando Pessoa
Santo António de Lisboa
Era um grande pregador,
Mas é por ser Santo António
Que as moças lhe têm amor.
Fernando Pessoa

3 Comentários:
Pediu o menino ao Rapaz
Que lhe desse um tostãozinho.
E respondeu-lhe o Antóine
que morrera o Santatoninho.
Passou-se isto em Coimbra
Já nos idos de sessenta,
Mais longe de Sesimbra
Que a Cotovia d' Assenta.
Mas hoje temo-los cá
Antónios, santos ou não,
E esta quadra não está má
Porque acaba sem sermão.
Balhão ou não
O rapaz aprimorou-se
Fez a quadra a um Santo
Fosse ele quem fosse...
Com tanto poeta por aí
E de poesia tão snob
Lancem já o concurso
De versar no blog...
Seria um Junho de rimas
não faltam palavras soltas,
posts e coments a aviar
e as cabeças às voltas...
O prémio para o melhor
será fenomenal...
É uma Direcção
Adivinhem qual é o Jornal...
Diz a lenda que o Santo
que é António e tem por selo
"Dos hereges o martelo"
Tantos martelou e tanto
Que ficou sem audiência
Para a sua pregação
E passou a dar então
Aos peixinhos penitência.
Do rebanho ao cardume
Não vai grande diferença
Na fatal e vil sentença:
Expiar em brando lume.
Foi assim em todo o lado
Onde o Santo pôs o fito:
Era em terra o Sambenito
E no mar o Peixe Assado.
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