QUADRA POPULAR E GLOSAS (I)
Uma ruga ou uma cã
não são, do tempo, medida:
pra nós é sempre manhã,
mesmo na tarde da vida.
Quando me deste a morder,
pla vez primeira, a maçã,
não havia em nós, sequer,
uma ruga ou uma cã.
Passaram anos; mordemos
tanta fruta proibida...
Os banquetes que fizemos
não são, do tempo, medida.
Tornámo-nos sibaritas:
cidra, doce de maçã...
Às horas mais esquisitas,
pra nós é sempre manhã!
E, no pomar dos teus seios,
a macieira florida,
promete cabazes cheios,
mesmo na tarde da vida.
JOANESBURGO, NOV/82
não são, do tempo, medida:
pra nós é sempre manhã,
mesmo na tarde da vida.
Quando me deste a morder,
pla vez primeira, a maçã,
não havia em nós, sequer,
uma ruga ou uma cã.
Passaram anos; mordemos
tanta fruta proibida...
Os banquetes que fizemos
não são, do tempo, medida.
Tornámo-nos sibaritas:
cidra, doce de maçã...
Às horas mais esquisitas,
pra nós é sempre manhã!
E, no pomar dos teus seios,
a macieira florida,
promete cabazes cheios,
mesmo na tarde da vida.
JOANESBURGO, NOV/82
Pedro Ferreira Neves

2 Comentários:
Uma ENORME saudação de acolhimento pela chegada à blogosfera ao AUTOR, em boa hora "contratado" para o blogue como "Special Guest Star"!!!
Comentários "bisAntónios" (não confundir com bizantinos!) de responsáveis pela minha adesão à companha, com especial "culpa" do António Cagica Rapaz.
Mas de "mestre" não tenho carta e, na minha idade, nem me proponho a exame!!!
Enviar um comentário
<< Home