Nos cem anos do Refugo (6)

No centenário da Sociedade Recreio Sesimbrense
(continuação do texto publicado ontem)
Durante muito tempo a vida desta Casa caracterizou-se por uma certa atitude cultural, na vontade de criar, de realizar, que esteve na base do seu prestígio. Assim, para além do teatro amador, viveram-se aqui outros e importantes acontecimentos, como a frequente realização de ciclos de palestras e conferências sobre os mais variados temas, das quais recordo aquelas a que tive o gosto de assistir, na segunda metade da década de quarenta, com a prestação de alguns vultos de nomeada, todos ligados à “Seara Nova” – revista com fins não só literários mas também políticos e sociais – e que incluía o Prof. Agostinho da Silva, essa figura singular da cultura portuguesa, que se tornaria um grande amigo desta terra onde teve casa durante muitos anos.
E o constante propósito de promover a valorização dos associados levou a que se criassem serões de iniciação cultural, que estiveram a cargo do nosso distinto conterrâneo, Dr. Jorge de Campos, então ainda estudante universitário, e também de formação profissional, onde os mestres de algumas das artes e ofícios mais correntes na época, juntavam à sua volta os aprendizes, em sessões teóricas que tinham por suporte a leitura de uma valiosa colecção de manuais que se denominava “Biblioteca de Orientação Profissional”.
Embora de mais curta duração, aqui funcionou ainda um curso preliminar de escrituração comercial, por iniciativa de um grupo de pequenos comerciantes, que sentiam a necessidade de melhorar a gestão dos seus estabelecimentos. Ao tempo, uma das limitações da colectividade, que aliás era comum a todas as instituições e lugares públicos, eram os deficientes meios de iluminação. Por isso, uma das festas mais assinaladas foi a da inauguração da luz eléctrica, no dia da comemoração do seu 32.º aniversário, ou seja, em 18 de Fevereiro de 1938.
E era tanto o regozijo, que até se mandou compor, para ser tocado nesse dia, o hino da Sociedade, cujo autor foi o associado e músico sesimbrense, Carlos dos Santos Formiga.
Exprimindo a alegria de todos, e entrecortado por muitas palmas e vivas, ecoou nesta sala um coro de vozes pronunciando a interjeição eia!, tal como durante muito tempo se ouvia ao rapazio, logo que se acendiam as lâmpadas eléctricas das ruas da vila.
E o constante propósito de promover a valorização dos associados levou a que se criassem serões de iniciação cultural, que estiveram a cargo do nosso distinto conterrâneo, Dr. Jorge de Campos, então ainda estudante universitário, e também de formação profissional, onde os mestres de algumas das artes e ofícios mais correntes na época, juntavam à sua volta os aprendizes, em sessões teóricas que tinham por suporte a leitura de uma valiosa colecção de manuais que se denominava “Biblioteca de Orientação Profissional”.
Embora de mais curta duração, aqui funcionou ainda um curso preliminar de escrituração comercial, por iniciativa de um grupo de pequenos comerciantes, que sentiam a necessidade de melhorar a gestão dos seus estabelecimentos. Ao tempo, uma das limitações da colectividade, que aliás era comum a todas as instituições e lugares públicos, eram os deficientes meios de iluminação. Por isso, uma das festas mais assinaladas foi a da inauguração da luz eléctrica, no dia da comemoração do seu 32.º aniversário, ou seja, em 18 de Fevereiro de 1938.
E era tanto o regozijo, que até se mandou compor, para ser tocado nesse dia, o hino da Sociedade, cujo autor foi o associado e músico sesimbrense, Carlos dos Santos Formiga.
Exprimindo a alegria de todos, e entrecortado por muitas palmas e vivas, ecoou nesta sala um coro de vozes pronunciando a interjeição eia!, tal como durante muito tempo se ouvia ao rapazio, logo que se acendiam as lâmpadas eléctricas das ruas da vila.
António Reis Marques
(continua)

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