“Carnaval significa Sinceridade. O homem só é verdadeiro, quando se julga incógnito. Se tem de representar a sua pessoa, a arte absorve-o, e desvia-o do seu próprio ser.”
Como só tinha 3 anos no 25 de Abril, verdadeiramente não vivi aquilo de que falas.
A liberdade é, por certo, um valor inestimável. Pena é que alguns a transformem em licença e outros em libertinagem.
Há ainda os "donos da liberdade", entre os quais se encontram, sobretudo, aqueles que parece que compraram os "direitos exclusivos" do 25 de Abril e se arrogam o direito de fazer a "interpretação autêntica" do acontecimento. Estes últimos são ainda piores que os do parágrafo anterior...
Parece que não, mas tudo isto se relaciona com o "meu" Pascoaes. É que o Velho da Montanha foi sempre um exemplo de coragem cívica e um verdadeiro democrata.
Só um exemplo: em 1949, numa entrevista ao "Diário de Lisboa" (em que principiou por declarar ter sido sempre pela Liberdade), quando lhe perguntaram se achava possível que triunfasse o candidato apresentado pela União Nacional, respondeu que não. Mas que, se isso acontecesse, é que o povo tinha perdido o sentimento da Democracia. Mais adiante, quase a terminar, afirma-se adepto da Democracia. "E, por isso, me alegrou imenso o entusiasmo popular a favor da eleição do Sr. Norton de Matos", acrescenta ainda.
1 Comentários:
Meu caro Tó Manel,
Como só tinha 3 anos no 25 de Abril, verdadeiramente não vivi aquilo de que falas.
A liberdade é, por certo, um valor inestimável. Pena é que alguns a transformem em licença e outros em libertinagem.
Há ainda os "donos da liberdade", entre os quais se encontram, sobretudo, aqueles que parece que compraram os "direitos exclusivos" do 25 de Abril e se arrogam o direito de fazer a "interpretação autêntica" do acontecimento. Estes últimos são ainda piores que os do parágrafo anterior...
Parece que não, mas tudo isto se relaciona com o "meu" Pascoaes. É que o Velho da Montanha foi sempre um exemplo de coragem cívica e um verdadeiro democrata.
Só um exemplo: em 1949, numa entrevista ao "Diário de Lisboa" (em que principiou por declarar ter sido sempre pela Liberdade), quando lhe perguntaram se achava possível que triunfasse o candidato apresentado pela União Nacional, respondeu que não. Mas que, se isso acontecesse, é que o povo tinha perdido o sentimento da Democracia. Mais adiante, quase a terminar, afirma-se adepto da Democracia. "E, por isso, me alegrou imenso o entusiasmo popular a favor da eleição do Sr. Norton de Matos", acrescenta ainda.
Até por isto eu admiro Pascoaes.
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