Cinco poemas para a Semana Santa (2)
ERGUER AS MÃOS
Erguer as mãos é o gesto que redime
e abre em nós a fonte do perdão,
erguer as mãos a alguém, quimera ou crime,
redimido no amor dum coração.
Na febre de viver que nos oprime,
quem ergue as mãos com fé sente-se bom;
erguer as mãos humildes como um vime
que ao mais ligeiro sopro ajoelhou.
Erguer as mãos, rezar seja o que for,
e baixá-las somente p’ra semear
sem saber se virão frutos de dor…
Rezar e semear, eis o destino!
E ouvir na tua voz, na voz do mar,
um não sei quê de trágico e divino…
António Patrício
Erguer as mãos é o gesto que redime
e abre em nós a fonte do perdão,
erguer as mãos a alguém, quimera ou crime,
redimido no amor dum coração.
Na febre de viver que nos oprime,
quem ergue as mãos com fé sente-se bom;
erguer as mãos humildes como um vime
que ao mais ligeiro sopro ajoelhou.
Erguer as mãos, rezar seja o que for,
e baixá-las somente p’ra semear
sem saber se virão frutos de dor…
Rezar e semear, eis o destino!
E ouvir na tua voz, na voz do mar,
um não sei quê de trágico e divino…
António Patrício

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