VROOM!

Não. Ao contrário do que possam estar a pensar, o título deste entrada não pretende traduzir o ruído de um automóvel em aceleração nem sugere qualquer outra onomatopeia.
Vroom é nome de holandês e pintor nascido em Haarlem, depois de 1560. Nesta mesma cidade viria a morrer em 1640, por sinal o ano em que Portugal pôs termo ao domínio filipino. Devo ainda acrescentar que Hendrick Cornelisz. Vroom está muito ligado ao nosso país e, de alguma forma, a Sesimbra. Resolvi por isso trazê-lo à colação (e, tratando-se de quadros, também à colecção), ainda a propósito das pintoras americanas de que o António Cagica Rapaz nos deu conta nas suas “Namoradeiras”. Mas vamos por partes.
Em 1604, o barco em que Vroom viajava de Haarlem para Espanha naufragou junto às Berlengas, tendo o pintor sido salvo pelos frades jerónimos do Mosteiro de Val Benfeito. Daqui, o nosso holandês derivou para Setúbal, onde se instalou durante algum tempo, vivendo num convento e dando continuidade à sua actividade artística.
Pude obter todos estes informes no catálogo da grande exposição que o Museu Nacional de Arte Antiga promoveu, em 1999, em Bona, com a nata das suas colecções, num texto assinado por Dagoberto L. Markl.
A estadia de Vroom na foz do Sado, junto de um porto de mar, terá contribuído sobremaneira, segundo aquele historiador, “para satisfazer o poder criativo de um pintor de marinhas.”
Mas é de crer que já antes do naufrágio Vroom tenha estado na nossa região, e é neste ponto que a Piscosa entra declaradamente em cena. Com efeito, diz-nos ainda Dagoberto Markl que “em 1602 pintou o combate entre a armada inglesa, comandada por Sir Richard Levson e Sir William Mouson, e um galeão espanhol, que se desenrolou defronte de Sesimbra. Segundo Luís Reis-Santos esta pintura encontrava-se numa colecção particular inglesa.”
De acordo com Markl, Vroom foi, de resto, uma “testemunha atenta deste tipo de eventos”, tendo pintado “a derrota da Invencível Armada num quadro que figurou na Câmara dos Lordes, em Londres e que um incêndio destruiu em 1834.”
No Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, exibe-se uma “Batalha Naval”, óleo sobre cobre datado do início do século XVII. Este será apenas mais um entre muitos pretextos para uma visita demorada às Janelas Verdes.
Vroom está ainda representado, com obras deste género, noutros importantes museus europeus. Para ilustrar esta entrada escolhi uma pintura que se conserva no Rijksmuseum. Façam o favor de explorar a ligação que estabeleci no presente parágrafo.
Mas fica-nos sobretudo a curiosidade pelo quadro em que representou a batalha naval travada defronte de Sesimbra, dado o grande interesse histórico de que se poderá revestir para esta terra. Onde estará ele agora?
Aqui vos faço a pergunta, em jeito de adenda à minha ideia de ontem…
Vroom é nome de holandês e pintor nascido em Haarlem, depois de 1560. Nesta mesma cidade viria a morrer em 1640, por sinal o ano em que Portugal pôs termo ao domínio filipino. Devo ainda acrescentar que Hendrick Cornelisz. Vroom está muito ligado ao nosso país e, de alguma forma, a Sesimbra. Resolvi por isso trazê-lo à colação (e, tratando-se de quadros, também à colecção), ainda a propósito das pintoras americanas de que o António Cagica Rapaz nos deu conta nas suas “Namoradeiras”. Mas vamos por partes.
Em 1604, o barco em que Vroom viajava de Haarlem para Espanha naufragou junto às Berlengas, tendo o pintor sido salvo pelos frades jerónimos do Mosteiro de Val Benfeito. Daqui, o nosso holandês derivou para Setúbal, onde se instalou durante algum tempo, vivendo num convento e dando continuidade à sua actividade artística.
Pude obter todos estes informes no catálogo da grande exposição que o Museu Nacional de Arte Antiga promoveu, em 1999, em Bona, com a nata das suas colecções, num texto assinado por Dagoberto L. Markl.
A estadia de Vroom na foz do Sado, junto de um porto de mar, terá contribuído sobremaneira, segundo aquele historiador, “para satisfazer o poder criativo de um pintor de marinhas.”
Mas é de crer que já antes do naufrágio Vroom tenha estado na nossa região, e é neste ponto que a Piscosa entra declaradamente em cena. Com efeito, diz-nos ainda Dagoberto Markl que “em 1602 pintou o combate entre a armada inglesa, comandada por Sir Richard Levson e Sir William Mouson, e um galeão espanhol, que se desenrolou defronte de Sesimbra. Segundo Luís Reis-Santos esta pintura encontrava-se numa colecção particular inglesa.”
De acordo com Markl, Vroom foi, de resto, uma “testemunha atenta deste tipo de eventos”, tendo pintado “a derrota da Invencível Armada num quadro que figurou na Câmara dos Lordes, em Londres e que um incêndio destruiu em 1834.”
No Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, exibe-se uma “Batalha Naval”, óleo sobre cobre datado do início do século XVII. Este será apenas mais um entre muitos pretextos para uma visita demorada às Janelas Verdes.
Vroom está ainda representado, com obras deste género, noutros importantes museus europeus. Para ilustrar esta entrada escolhi uma pintura que se conserva no Rijksmuseum. Façam o favor de explorar a ligação que estabeleci no presente parágrafo.
Mas fica-nos sobretudo a curiosidade pelo quadro em que representou a batalha naval travada defronte de Sesimbra, dado o grande interesse histórico de que se poderá revestir para esta terra. Onde estará ele agora?
Aqui vos faço a pergunta, em jeito de adenda à minha ideia de ontem…

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