Curtas (66)
Jardins suspensos
No seu artigo no último “Nova Morada”, a que já aqui me referi, Florindo Paliotes manifesta especial preocupação quanto à necessidade de se construir um Centro de Convívio na freguesia do Castelo. Este binómio (convívio-Castelo) trouxe-me à lembrança a circunstância de a CDU, na última campanha eleitoral autárquica, ter transformado em cavalo de batalha a criação de zonas verdes na freguesia rural. Nomeadamente, suponho eu, um ou dois jardins dignos desse nome. Outra bandeira então assumida foi o saneamento básico que ainda falta concretizar no Castelo, com o trabalho da precedente gestão a ser, na altura, medido ao milímetro (literalmente) pelos comunistas. Deste último ponto talvez seja melhor falar mais tarde, de forma a deixar assentar a poeira que ainda subsiste na obra do Zambujal (iniciada no final do mandato anterior e arrastando-se penosamente até agora). Mas, quanto a jardins, cabe, desde já, perguntar se existe alguma ideia, algum estudo, algum projecto, bem como alguma noção de quando, onde e como teremos, por exemplo, um parque urbano na zona (em crescimento constante) de Santana e Cotovia? Pode parecer que não, mas depois da ênfase quase indignada que o Arquitecto Pólvora pôs, em 2005, na criação das zonas verdes, os eleitores são bem capazes de querer saber as linhas com que se cosem. Afinal, trata-se apenas de um simples parque urbano. Ninguém deseja jardins suspensos…
No seu artigo no último “Nova Morada”, a que já aqui me referi, Florindo Paliotes manifesta especial preocupação quanto à necessidade de se construir um Centro de Convívio na freguesia do Castelo. Este binómio (convívio-Castelo) trouxe-me à lembrança a circunstância de a CDU, na última campanha eleitoral autárquica, ter transformado em cavalo de batalha a criação de zonas verdes na freguesia rural. Nomeadamente, suponho eu, um ou dois jardins dignos desse nome. Outra bandeira então assumida foi o saneamento básico que ainda falta concretizar no Castelo, com o trabalho da precedente gestão a ser, na altura, medido ao milímetro (literalmente) pelos comunistas. Deste último ponto talvez seja melhor falar mais tarde, de forma a deixar assentar a poeira que ainda subsiste na obra do Zambujal (iniciada no final do mandato anterior e arrastando-se penosamente até agora). Mas, quanto a jardins, cabe, desde já, perguntar se existe alguma ideia, algum estudo, algum projecto, bem como alguma noção de quando, onde e como teremos, por exemplo, um parque urbano na zona (em crescimento constante) de Santana e Cotovia? Pode parecer que não, mas depois da ênfase quase indignada que o Arquitecto Pólvora pôs, em 2005, na criação das zonas verdes, os eleitores são bem capazes de querer saber as linhas com que se cosem. Afinal, trata-se apenas de um simples parque urbano. Ninguém deseja jardins suspensos…

2 Comentários:
É preciso separar as águas, não para regar hipotéticos jardins, mas para se perceber o enredo do filme.
Entra o primeiro actor : Augusto Pólvora, no papel de vereador, opositor, crítico sistemático de Amadeu Penim e sacudidor de água do capote no tocante a Urbanismo ou Trânsito, por exemplo.
Óptimo desempenho.
Entra o segundo actor : Augusto Pólvora, no papel de candidato, negando tudo o que a musa anterior (PS) cantara e prometendo a lua. Sofrível actuação, mas ganhou o Óscar por 4 anos.
A menos que o Jerónimo...
Entra o terceiro actor : Augusto Pólvora, no papel de presidente, amnésico, cinzento, cedendo a boca de cena a uma actriz de revista barata que lhe interrompe as falas, não lhe dá deixas e o envergonha com graçolas irresponsáveis.
A peça intitula-se "Salada Russa". Alguns espectadores já começaram a abandonar a sala, e já se ouviu pateada prós lados da Quinta do Conde...
"Relatos indicam que os Jardins Suspensos foram construídos pelo rei Nabucodonosor, que reinou por 43 anos, a partir do ano 605 antes da nossa era. Este período marca o apogeu e influência tanto da Babilônia quanto de Nabucodonosor, que construiu uma infinidade de templos, ruas, palácios e muralhas. Sabe-se que os Jardins foram construídos para alegrar a amada esposa de Nabucodonosor, a Rainha Amyitis, que sentia saudades das montanhas verdejantes de sua terra natal. A Rainha Amyitis, filha do rei de Medes, casou-se com Nabucodonosor a fim de estabelecer uma aliança entre as duas nações. Medes era uma terra montanhosa e cheia de pastagens, de forma que a jovem rainha achou extremamente deprimente o solo plano e arenoso da Babilônia. Seu esposo, então, decidiu recriar a paisagem natal de Amyitis com da construção de uma montanha artificial e um jardim na parte superior. Os Jardins Suspensos, provavelmente, não eram suspensos propriamente ditos por cabos ou cordas. Tal nome vem de uma tradução incorreta da palavra grega kremastos ou da palavra latina pensilis, que significam não apenas suspensos, mas superpostos, como no caso de um terraço ou balcão."
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