QUADRA POPULAR E GLOSAS (III)
Essa rósea flor que tens,
no meio do teu jardim,
só valia três-vinténs;
hoje é ouro para mim!
Nem tu sabes, meu amor!
Mais que a todos os meus bens,
a um teu bem dou valor:
essa rósea flor que tens!
Fartei-me de trabalhar,
de gastar o meu latim,
para poder passear
no meio do teu jardim.
Pelos trabalhos que fiz,
nem me deste os parabéns,
mas o teu bem, de raiz,
só valia três-vinténs!
Assim, acho que mereço
cuidar dele até ao fim.
Essa flor já não tem preço;
hoje é ouro para mim!
STA. MARTA DO PINHAL, FEV/00
no meio do teu jardim,
só valia três-vinténs;
hoje é ouro para mim!
Nem tu sabes, meu amor!
Mais que a todos os meus bens,
a um teu bem dou valor:
essa rósea flor que tens!
Fartei-me de trabalhar,
de gastar o meu latim,
para poder passear
no meio do teu jardim.
Pelos trabalhos que fiz,
nem me deste os parabéns,
mas o teu bem, de raiz,
só valia três-vinténs!
Assim, acho que mereço
cuidar dele até ao fim.
Essa flor já não tem preço;
hoje é ouro para mim!
STA. MARTA DO PINHAL, FEV/00
Pedro Ferreira Neves

2 Comentários:
Descobrindo talentos insuspeitados a amigos deixo apenas uma nota ao "editor" Pedro Martins: onde anda a Quadra Popular e Glosas (II)?
Ou estamos como os ordinais dos Napoleões que do I passámos para o III, que o II não mandou nada?
A Quadra e Glosas II é uma versão da I, bastante idêntica. Daí o salto.
Quanto à analogia imperial, é muito bem apanhada. De resto, não falta por aí quem anseie pelo nosso Waterloo...
Enviar um comentário
<< Home